No primeiro dia da greve dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), 21 cidades do interior aderiram ao movimento entre elas, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Paranaguá e Foz do Iguaçu. Ponta Grossa foi a única que não realizou a distribuição de correspondências.
Quanto aos números, há divergências entre o comando de greve e a direção dos Correios. A estimativa da regional da ECT no Paraná é de que circulem diariamente 1,3 milhão de correspondências no estado. O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) fala em 2,1 milhões. O número de trabalhadores parados também é contraditório. Enquanto os Correios afirmam que 25% do quadro de funcionários está parado, o sindicato afirma que o índice chega a 80%. Em Curitiba e região metropolitana, cerca de 2,5 mil trabalhadores cruzaram os braços ontem. As duas regiões são as que mais têm funcionários.
Os únicos serviços totalmente interrompidos foram o de Sedex 10 e Disque-Coleta. Segundo a assessoria de comunicação dos Correios, são coletados e distribuídos cerca de 800 envelopes diariamente. Por serem serviços que se caracterizam pela agilidade, com a greve não é possível mantê-los.
Curitiba
Na capital, os trabalhadores continuam acampados em frente à sede estadual dos Correios, na esquina das ruas João Negrão e Iguaçu. Amanhã, às 11 horas, eles prevêem um ato de protesto contra a direção da empresa. E a partir das 15 horas deverão sair em nova passeata em direção à Praça Santos Andrade. A triagem e distribuição na capital estão sendo feitas por 250 funcionários e temporários no quartel do Exército, no Pinheirinho.
A categoria reivindica R$ 200 de aumento real linear, além da reposição das perdas salariais que, acumuladas desde 1994, totalizariam 47,77%. Além disso, alguns direitos já conquistados pelo categoria foram retirados, segundo o Sintcom-PR. Na área de assistência médica foi retirado o direito de incluir pais e cônjuges como dependentes no plano de saúde e o auxílio-creche para crianças de seis anos. A contraproposta da empresa foi de 3,74%, R$ 50 de aumento real a partir de janeiro de 2008 e abono de R$ 400, parcelado em duas vezes. Não há estimativa para a retomada das atividades, pois as decisões dependem da negociação entre os Correios e o comando nacional de greve, em Brasília.



