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Crime

A ilha da fantasia de Saulo

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, tem se mostrado bastante otimista nos episódios dos ataques do crime organizado no estado. Veja o que ele disse nestas ocasiões e o que estava realmente acontecendo.

"Não fazemos acordo com presos." voltou a afirmar na quarta-feira, dia 12 de julho.

Segundo informações de Marcos Camacho, o Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), os ataques de maio só terminaram depois que o governo teria mandado ao presídio de Presidente Bernardes uma advogada para negociar com a facção. Um preso usou o celular da advogada Iracema Vasciaveo para informar que Marcola estava vivo.

"São características completamente diferentes das de maio, quando os alvos eram pessoas."

Abreu Filho tentou minimizar os ataques desta semana, afirmando que foram ações isoladas, feitas a distância e contra alvos civis.

Os criminosos mataram sete pessoas na noite de terça e na quarta-feira. Eles atiraram contra dois policiais, dois civis e três vigilantes.

"Na visão técnica policial, a situação está sob controle. Quem enfrentar a polícia será morto ou preso."

Disse o secretário durante entrevista coletiva na tarde de quarta-feira.

Naquele momento, eram contabilizados 53 ataques em São Paulo. No fim da noite, já eram 72, ou seja, a ação dos criminosos continuou durante a tarde.

"Já que os celulares na cadeia existem, o melhor é ouvir o que eles dizem."

Abreu Filho, quarta-feira, justificando as escutas telefônicas nas penitenciárias.

Terça, dia 11, a Polícia Civil interceptou uma ordem da cúpula do PCC para "atacar tudo". O secretário de Segurança só soube dos ataques às 2h30 da madrugada de quarta. Em maio, a cúpula da segurança em São Paulo foi informada, por escutas telefônicas, da possibilidade de megarrebelião no dia 11. A informação ficou restrita ao comando do estado. Só no dia 13, quando já haviam sido mortos 27 policiais e 1 civil, os policiais foram alertados sobre o ataque do PCC.

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