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Brasília 50 anos

A incrível história de uma cidade que surgiu do nada

Em pouco mais de três anos, a capital do Brasil havia mudado do efervescente Rio de Janeiro, para a até então inexistente Brasília

Vista aérea de Brasília: Capital Federal completa 50 anos | Reprodução / Google Maps
Vista aérea de Brasília: Capital Federal completa 50 anos (Foto: Reprodução / Google Maps)
1º lugar - Lucio Costa: Propunha dois eixos principais: o monumental e o rodoviário |

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1º lugar - Lucio Costa: Propunha dois eixos principais: o monumental e o rodoviário

2º Arquitetos Associados – Boruch Milmann, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves Dividia a cidade em três núcleos: um habitacional /governamental, próximo ao lago; um comercial e outro núcleo habitacional, destinado às classes mais baixas |

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2º Arquitetos Associados – Boruch Milmann, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves Dividia a cidade em três núcleos: um habitacional /governamental, próximo ao lago; um comercial e outro núcleo habitacional, destinado às classes mais baixas

3º Maurício Roberto e Marcelo Roberto - Previa sete células e um centro administrativo interligados por parques e esteiras rolantes. Também conta com dois eixos perpendiculares |

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3º Maurício Roberto e Marcelo Roberto - Previa sete células e um centro administrativo interligados por parques e esteiras rolantes. Também conta com dois eixos perpendiculares

3º Rino Levi, Cerqueira César, Luis Roberto Carvalho Franco e Paulo Fragoso - Teria três eixos principais. Previa a construção de prédios habitacionais de 300 metros de altura por 400 metros de comprimento |

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3º Rino Levi, Cerqueira César, Luis Roberto Carvalho Franco e Paulo Fragoso - Teria três eixos principais. Previa a construção de prédios habitacionais de 300 metros de altura por 400 metros de comprimento

5º Carlos Cascaldi, João Vilanova Artigas, Mário Wagner Vieira da Cunha, Paulo de Camargo e Almeida - Previa que os candangos trabalhariam e residiriam na zona industrial após a construção. Foi o que apresentou mais falhas técnicas, como falta de embaixadas e canais de tevê |

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5º Carlos Cascaldi, João Vilanova Artigas, Mário Wagner Vieira da Cunha, Paulo de Camargo e Almeida - Previa que os candangos trabalhariam e residiriam na zona industrial após a construção. Foi o que apresentou mais falhas técnicas, como falta de embaixadas e canais de tevê

5º Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti - O eixo em forma de S começaria na residência presidencial e terminaria no ponto mais alto da cidade, onde ficaria o centro administrativo |

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5º Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti - O eixo em forma de S começaria na residência presidencial e terminaria no ponto mais alto da cidade, onde ficaria o centro administrativo

5º Construtécnica S/A – Milton C. Ghiraldini - Considerava a criação de granjas e sítios na área rural da cidade. A cidade tinha quatro núcleos habitacionais que se subdividiam em unidades menores com serviços básicos |

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5º Construtécnica S/A – Milton C. Ghiraldini - Considerava a criação de granjas e sítios na área rural da cidade. A cidade tinha quatro núcleos habitacionais que se subdividiam em unidades menores com serviços básicos

Confira alguns dados de Brasília |

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Confira alguns dados de Brasília

Transferir a capital do país para o interior. A ideia era polêmica. Provocava um misto de espanto, descrença, decepção, contrariedade e esperança para os brasileiros da década de 50. Mas o então presidente Juscelino Kubitschek fez o que parecia inconcebível na época. E os sentimentos aos olhos do povo, ao final de todo o processo, eram uma junção de orgulho e surpresa.

A ideia em si não era nova. Afinal, mudar a capital para o interior era um tema recorrente e em pauta desde 1820. Quando, em um discurso, Juscelino falou sobre o assunto, poucos acreditaram que o projeto realmente se concretizaria.

Os políticos votaram a favor da mudança não porque acreditassem na importância ou viabilidade dela, mas justamente por estarem certos de que o presidente jamais cumpriria com a palavra e que essa seria, portanto, a ruína de seu governo. Os jornais da época, por sua vez, mostravam-se contrários a mudança, refletindo a visão da maioria elitista.

Os cerca de 600 funcionários da Câmara que viviam no Rio estremeciam só de pensar em abandonar a vida carioca e partir rumo ao desconhecido. Mesmo após o início das primeiras obras, ainda havia quem duvidasse e jurasse que as fotos eram montagens e que Brasília não passava de uma ilusão criada por um presidente utopista. Porém a história se mostrou outra. A construção de Brasília incorporou definitivamente ao Brasil uma região que já era parte dele, mas que praticamente ninguém conhecia. O Centro-Oeste e o Norte, que antes tinham cerca de meio habitante por metro quadrado, viram a chegada da rodovia Belém-Brasília mudar completamente esse cenário. No ano de sua inauguração, a antes deserta Brasília, já possuía 60 mil habitantes, número que cresceu amplamente nas décadas seguintes superando em mais que o dobro a estimativa de que abrigaria no máximo 500 mil.

Cronologia: Uma nova capital em 3 anos e 7 meses

1956

19 de setembro

Cinco meses depois de apresentada, é aprovada por unanimidade a lei para transferência da capital.

2 de outubro

Juscelino Kubitschek visita o local pela primeira vez.

10 de novembro

Depois de 20 dias de construção, é inaugurado o Catetinho, residência oficial durante o período das obras.

31 de dezembro

Concluída a Ermida Dom Bosco, primeira obra de alvenaria.

1957

18 de fevereiro

JK assina a escritura pública que determina a transferência do terreno do Distrito Federal. 11 de março Prazo de entrega dos projetos para o concurso. Somente 26 dos 63 inscritos entregaram. O projeto ganhador foi entregue 10 minutos antes do encerramento. 15 de março Foi divulgado o ganhador: Lucio Costa. 2 de abril Inaugurada a pista do aeroporto. 3 de abril Começam as obras do Palácio da Alvorada. 3 de maio Na presença de 15 mil pessoas, Dom Carlos Carmelo reza a primeira missa de Brasília.

1º de outubro

Sancionada a lei que estabelece a data da mudança: 21 de abril de 1960.

1958

4 de janeiro

Início das obras do Congresso Nacional.

18 de julho

Começam as obras da Esplanada dos Ministérios.

30 de junho

Inaugurações: Palácio da Alvorada, Eixo Monumental, Avenida das Nações e Brasília Palace Hotel.

10 de julho

Começo das obras do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.

5 de outubro

Primeiro asfaltamento.

1959

Junho

Entregues os primeiros blocos de apartamentos.

Dezembro

Fim das obras do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

1960

21 de abril

Os Três poderes da República são instalados em Brasília, às 9h30.

1970

31 de maio

Inauguração da Catedral, depois de mais de dez anos de construção.

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