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Curitiba

Ação para derrubar lei que proíbe dupla função em ônibus tem julgamento adiado

Análise do Tribunal de Justiça do Paraná estava prevista para ocorrer no último dia 15 de abril, mas desde então está suspensa por um pedido de vistas de um dos desembargadores do órgão especial

A ação judicial para derrubar a lei que proíbe motoristas de ônibus de acumularem a função de cobradores enquanto dirigem deve ser votada nas próximas semanas no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), mas ainda sem data certa. O julgamento foi adiado no último dia 15 com previsão de ser realizado nesta segunda-feira (29), mas não entrou na pauta do dia. A suspensão da apreciação da matéria ocorreu porque um dos desembargadores do pediu mais tempo para analisar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin).

A Adin foi proposta pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina (Fepasc). A ação solicita, em um primeiro momento, a suspensão temporária da determinação e, posteriormente, o pedido definitivo de anulação da norma. A alegação principal é de que a proposição da Lei deveria ter partido do Poder Executivo, e não de um vereador, como foi o caso da Lei que proíbe a dupla-função.

A proposição foi sancionada em dezembro do ano passado pelo prefeito Luciano Ducci (PSB), no fim do seu mandato. A legislação prevê que as empresas que descumprirem a regra de que o motorista deve apenas dirigir o coletivo precisam ser notificadas. No caso de reincidência, uma multa será aplicada e em últimos casos a licença da empresa pode até ser cancelada.

As reuniões do Órgão Especial acontecem nas segundas-feiras. Ainda não há confirmação da data em que a Adin será julgada, mas é possível que entre na pauta da próxima segunda-feira (6), caso o processo seja devolvido.

Pedido de informações

O vereador que representa a Câmara na Adin, Rogério Campos (PSC), tentou ir ao órgão especial do TJ-PR, que vai julgar a ação, para presenciar o julgamento. Ele disse que ficou das 13h30 às 14h15 no andar do local da reunião, onde não conseguiu informações sobre o processo. Ao descer até o andar no qual são fornecidas informações sobre as ações, ele descobriu que o desembargador que pediu vistas ainda não devolveu o processo.

Após descobrir que o julgamento não seria nesta segunda, o vereador disse que vai pedir informações à Urbs. "Protocolei um pedido de informações reais na Câmara para que a Urbs diga se as empresas já estão sendo notificadas, se sim, quais empresas foram notificadas. A Lei está em vigor, está tramitando, eles [as empresas] não podem alegar que estão esperando esse julgamento para saber se cumpre ou não cumpre a determinação", disse.

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