Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
bairro alto

Adolescentes depredam escola que havia acabado de ser restaurada

Um dos autores do vandalismo é aluno do colégio. Os outros dois são de fora. Diretora afirma que fará um novo mutirão

Todas as paredes externas da escola no Bairro Alto haviam sido pichadas | Priscila Forone/Gazeta do Povo
Todas as paredes externas da escola no Bairro Alto haviam sido pichadas (Foto: Priscila Forone/Gazeta do Povo)
Os vândalos jogaram as latas de tintas pelos corredores |

1 de 1

Os vândalos jogaram as latas de tintas pelos corredores

Uma semana inteira de trabalho jogada no lixo. É esse o sentimento dos funcionários do Colégio Estadual Professor Algacyr Munhoz Maeder, que fica no Bairro Alto, em Curitiba. Desde o dia 3 de julho os funcionários fizeram um mutirão para pintar a escola durante as férias dos alunos. Nesta sexta-feira (10), o trabalho seria finalizado com os últimos retoques e detalhes. A programação foi mudada. Vândalos invadiram o local durante a madrugada e picharam todas as paredes da escola.

"Vou dar queixa na polícia. Já sabemos que foi um aluno nosso e outros dois jovens de fora os autores dessas pichações. É uma gangue", disse a diretora da escola, Yasodara Hayashi. Os três envolvidos são adolescentes e teriam entrado e saído da escola várias vezes durante a madrugada.

Os vândalos quebraram uma das portas do colégio e pegaram as tintas que estavam sendo utilizadas para a restauração do local. Com o próprio material da escola eles depredaram o que viram pela frente. "Vandalizaram tudo, conseguiram entrar em um dos blocos de salas e picharam corredores, quadros-negros, as salas, as paredes da quadra esportiva e o refeitório. O exterior foi todo pichado", lamentou a diretora.

Novo mutirão

O colégio é tradicional no bairro, existe desde 1977. Cerca de 1.500 alunos de 10 a 18 anos estudam do ensino fundamental ao médio na escola. As aulas ocorrem nos três períodos, pela manhã, tarde e noite. A diretora afirma que já teve problemas com vandalismo anteriormente na escola. "Essa história de pichação sempre existiu, mas nunca de uma forma tão agressiva", explicou.

Carlos Macedo, diretor auxiliar, afirmou que os alunos entraram em férias no dia 3. O retorno vai acontecer no dia 22 deste mês. "Gastamos quase R$ 5 mil em tintas e não sabemos o que vamos fazer agora", disse. Ele afirmou que os próprios alunos precisam se conscientizar "para dar mais valor às coisas".

A diretora Yasodara explicou que já existe um projeto educacional para combater o vandalismo entre os estudantes. Ela garante que uma nova mobilização vai ser feita no colégio. "Vamos fazer um novo mutirão. Alguns alunos nossos se mobilizaram e vão nos ajudar. Vamos tentar recuperar a escola antes do início das aulas. Do jeito que está não vai ser possível eles estudarem", afirmou. A diretora fez um apelo para os pais: "Pedimos a ajuda da comunidade para a educação desses alunos", definiu.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.