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Violência doméstica

Advogada suspeita de matar pai deve se entregar hoje

Mãe disse que a filha ajudou-a a defender-se do ex-marido, que teria histórico de violência contra a ex-esposa

Desaparecida desde o final da madrugada de quarta-feira (24), a advogada Marina Silva Motta deve se entregar ainda nesta quinta-feira (25) à polícia de Porto Real, no Vale do Paraíba fluminense, sul do Estado do Rio de Janeiro. A advogada é a principal suspeita pela morte do pai, o empresário Arthur Motta Filho, assassinado a tiros na casa da ex-mulher, Denise Cristina Bassoli. Na casa vivem a ex-mulher e três filhas do empresário.

Denise disse que Arthur, de 50 anos, estava armado com um revólver. De acordo com o depoimento dela, a filha desarmou o pai, que já tinha disparado contra a ex-mulher - atingida de raspão - e depois atirou três vezes, baleando por duas vezes o empresário nas costas.

A ex-mulher da vítima afirmou ao delegado Jorge Campos, titular da 100ª Delegacia, que Arthur sempre foi violento, e que, na madrugada de quarta-feira, quando ocorreu o crime, chegou à residência e tentou arrombar a porta. Segundo a polícia, Arthur seria viciado em crack e tinha várias passagens por agressão.

Caso se entregue espontaneamente, a advogada, de 25 anos, que foi indiciada por homicídio e não pode mais ser autuada em flagrante, responderá em liberdade. Ela deve se apresentar ao lado do advogado, mas, caso não apareça nos próximos dias, Marina poderá ter a prisão temporária decretada pela Justiça e então pode ser considerada foragida.

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