
Cascavel O número de casos de dengue dobrou, na última semana, em Cascavel, no Oeste do estado. De acordo com o Centro de Controle de Endemias (CCE), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, as notificações saltaram de oito na última quarta-feira para 17 ontem durante o ano passado todo foram oito casos. O número é baixo se comparado a outros municípios da Região Oeste, mas segue uma tendência verificada em boa parte do estado.
Até ontem, o Paraná já contabilizava 1.608 casos comprovados de dengue, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Destes, 1.399 são autóctones (contraídos na própria cidade) e 209 foram importados. Outras 141 notificações estão sob investigação. Os municípios com o maior número de casos de dengue são Ubiratã, Santa Helena, Maringá e Foz do Iguaçu com, respectivamente, 538, 214, 153 e 124 doentes confirmados.
Em Cascavel, o crescimento da dengue ocorre justamente no momento em que o prefeito Lísias Tomé (sem partido) anunciou, na semana passada, a ida de 80 agentes de saúde para ajudar a combater o mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) em Assunção, capital do Paraguai. O país vive uma epidemia da doença. "O nosso trabalho vai continuar sem prejuízo às atividades em Cascavel. Os voluntários que se dispuseram a ir até o Paraguai irão desenvolver o trabalho no fim de semana. Nesse período, temos apenas o serviço de plantão, que é feito por uma equipe reduzida", explicou a coordenadora do CCE, Cristina Carnaval.
Apesar da solidariedade com os irmãos paraguaios, a preocupação do CCE é com uma eventual epidemia no município, uma vez que os casos neste ano não param de crescer. "É uma situação delicada porque temos bastante casos autóctones", frisou Cristina. Dos 17 casos confirmados, sete são autóctones e dez importados. Outros 75 casos estão sendo investigados. Ontem, o trabalho dos agentes seguiu normalmente nos bairros.
A região oeste da cidade é a que apresenta o maior índice de infestação do Aedes aegypti 6,6% dos domicílios visitados pelos agentes de saúde. Outra preocupação da Secretaria de Saúde local é com a epidemia registrada nas cidades vizinhas. "Isso é mais um fator de risco para nós", frisou Cristina.



