Paris O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, fez críticas ontem à política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, centrando fogo sobretudo nas dificuldades do país nas negociações comerciais.
O tucano manteve a estratégia de utilizar o atual giro pela Europa, que termina hoje, para reforçar sua imagem como político sintonizado com as grandes questões do mundo globalizado.
Por sinal, durante sua passagem por Paris, após uma visita a Portugal e à Comissão Européia, em Bruxelas, Alckmin disse que "o Estado subnacional é mais limitado em matéria de política externa", ao explicar o fato de só agora estar investindo mais em contatos internacionais.
Assim mesmo, disse o tucano, como governador de São Paulo esteve na Itália, China, Índia, Japão e Grã-Bretanha, para citar alguns dos países visitados, onde manteve contatos com seus principais dirigentes.
Foi assim que ele respondeu a uma pergunta se não havia demorado muito para iniciar a construção de sua imagem internacional, o que outros candidatos fizeram em campanhas anteriores, a exemplo de Fernando Henrique Cardoso, Leonel Brizola, Fernando Collor e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição.
Como candidato à sucessão, o ex-governador considera cada vez mais importante tratar das questões internacionais no mundo globalizado, o que explica sua presença atualmente na Europa, marcando posição mais ofensiva em matéria de política internacional.
Ele disse que o atual governo tem dificuldades nessa área, como nas negociações comerciais de Doha e no Mercosul, que se encontram praticamente paralisadas. No caso do Mercosul, Paraguai e Uruguai recentemente demonstraram descontentamento com o papel de coadjuvantes no bloco econômico, reclamando mais apoio e facilidades.
O candidato tucano apontou vários pontos negativos da política externa imposta pelo atual chefe de Estado. Ele tratou desses temas com o primeiro-ministro português José Sócrates e com o presidente da Comissão Européia, José Durão Barroso.



