Uma professora de inglês foi esfaqueada ontem de manhã na Escola Estadual Ivanete Martins de Souza, no bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo testemunhas, um aluno do 9.º ano, de 14 anos, levantou durante a aula e a esfaqueou enquanto ela escrevia no quadro negro.
O adolescente largou a faca e saiu correndo a pé depois de esfaquear a professora. O Batalhão de Patrulha Escolar de Curitiba (Bpec) foi acionado. O adolescente foi visto perto da escola e os policiais o perseguiram. Ele foi apreendido depois de pular alguns muros e se esconder dentro de uma casa. "Ele não resistiu à apreensão, agiu com frieza, não quis falar nada, e foi levado à delegacia", disse tenente David Parise do Amaral.
Policiais civis foram à escola para reunir testemunhas que possam falar sobre o caso. O pai do adolescente esteve na delegacia para prestar esclarecimentos. "Ele estava bastante abalado, com olhos lacrimejando. O jovem nunca teve passagens pela polícia", disse o delegado Guilherme Fagundes. Ele pode ser indiciado por flagrante de ato infracional por tentativa de homicídio.
Fagundes informou que por enquanto o adolescente deve ficar na delegacia. Assim que sair a autorização, deve ser encaminhado à Justiça e à promotoria local. O delegado diz que a partir de então, provavelmente ele será levado para o Centro de Socioeducação (Cense) São Francisco, em Piraquara.
Estado de saúde
A professora Ana Paula Marino Cezar foi encaminhada de helicóptero em estado grave ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. O quadro clínico é estável e ela não corre risco de morte. Ela sofreu ferimentos nas mãos, braços e costas, onde as facadas foram mais profundas e atingiram um dos pulmões. Mesmo assim, segundo o boletim médico, ela não vai precisar passar por cirurgia, nem ser internada na UTI.
A professora está consciente e passou por exames, entre eles uma tomografia, e os médicos aguardam os resultados para prosseguir com o tratamento. Ainda não há previsão de alta.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação lamentou o corrido e informou que está prestando toda a assistência à professora e familiares. "A Secretaria de Estado da Educação esclarece que o fato ocorrido na escola é uma situação isolada, e frente à totalidade do número de escolas existentes na rede estadual, não representa a realidade existente na relação entre professores e alunos", diz a nota.



