
A América Latina Logística (ALL) se comprometeu em restaurar seis estações ferroviárias que estão localizadas em ramais fora de operação no interior do Paraná. As unidades estão em cinco cidades do Norte Pioneiro e sem uso desde que a companhia assumiu a concessão dos ramais ferroviários em 1997.
A restauração é o resultado de um acordo feito entre ALL, Ministério Público Federal, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que prevê a recuperação total e mais próxima possível do original das estações Central e de Marques dos Reis (em Jacarezinho), Santo Antônio da Platina, Joaquim Távora, Andirá e Bandeirantes.
Segundo o Iphan, serão gastos R$ 4,5 milhões no projeto e a empresa terá 32 semanas para concluir a restauração a partir da apresentação do parecer conjunto sobre o projeto. De acordo com a assessoria de imprensa da ALL, a empresa já apresentou o levantamento arquitetônico e mapeamento de danos, projeto de restauração e os projetos complementares e memorial das estações que serão recuperadas.
Com a antecipação dos primeiros projetos, o Iphan e a Secretaria de Estado da Cultura terão 45 dias para emitir um parecer conjunto sobre o documento. Os dois órgãos também poderão incorporar pequenas modificações a serem sugeridas pelas cidades envolvidas. Se houver necessidade de alguma modificação, a ALL terá 60 dias para fazê-la.
Mocós
A beleza das edificações das antigas estações de trem no Norte Pioneiro são imagens do passado. Boa parte desses prédios ruiu com a ação do tempo ou virou pontos de consumo de drogas e prostituição. Em outros casos, as estações deram lugar a estabelecimentos comerciais.
Em Jacarezinho, a estação da cidade, depois de destruída, foi abandonada. Quem passa pelo local não imagina que por aquela estação passou boa parte da riqueza paranaense da primeira metade do século 20, quando a região vivia os tempos áureos da produção de café. O prédio está ruindo e o que sobrou está sendo pilhado aos poucos. O teto do salão onde funcionavam os guichês veio abaixo e os próprios moradores se aproveitam da situação para roubar as telhas do local. Um dos salões da estação foi incendiado e os sanitários foram destruídos por vândalos.
No povoado da Platina, em Santo Antônio da Platina, uma família de trabalhadores rurais vive há quase sete anos no que restou da estação ferroviária.
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