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Prevenção

Antonina terá sirenes de alerta a temporais

Sistema será instalado nos bairros Caixa d’Água e Laranjeira e começa a funcionar hoje. Defesa Civil vai treinar a população para evitar tragédias

Cenário de destruição em Antonina por causa das chuvas de março: população será treinada para deixar áreas de risco | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Cenário de destruição em Antonina por causa das chuvas de março: população será treinada para deixar áreas de risco (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

A cidade de Antonina, no litoral do Paraná, terá alarmes para alertar a população de áreas de risco quando houver a previsão de temporais. O sistema foi projetado por causa da chuva que atingiu a cidade no mês de março e provocou deslizamentos de terra que atingiram casas nos bairros de Caixa d’Água e Laranjeira. O sistema deve ficar pronto nesta sexta-feira.

As sirenes que vão alertar os moradores serão instaladas nas localidades de Portinho e Caixa d’Água, que são considerados áreas de risco. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Antonina, Ernesto Villatore, o sistema vai funcionar com base em informações do Instituto Tecnológico Simepar, que vai avisar a cidade quanto a possíveis temporais. "A partir disso, ligaremos para as associações de bairro das áreas de risco, que acionam os alarmes e alertam a população".

O objetivo é prevenir desastres como o que ocorreu em março, quando duas pessoas morreram e centenas ficaram desabrigadas ou desalojadas por causa das fortes chuvas. "Se recebermos o comunicado do Simepar, imediatamente após o alerta, as equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros vão auxiliar na remoção das pessoas das áreas de risco", garante Villatore. O plano prevê que os moradores serão levados por ônibus escolares para dois abrigos coletivos, o salão paroquial de Antonina e a Escola Municipal João Paulino. Quando a situação se normalizar, as famílias serão autorizadas a retornar para suas casas.

Apesar do sistema, o coordenador da Defesa Civil do município descartou a retirada definitiva de moradores para locais sem risco de deslizamentos e enxurradas. "A cidade não tem como retirar as pessoas de encostas e colocá-las em áreas de preservação ambiental", diz Villatore. Segundo ele, o problema ocorre por causa do relevo do município, com poucas possibilidades de locais para moradia que não sejam as encostas de morros.

Treinamento

Para preparar a população, a Defesa Civil fará treinamentos mensais com os moradores. "Todo dia 20 de cada mês faremos uma simulação com as pessoas, com todos os passos para que elas conheçam o procedimento", afirma Villatore. A prefeitura também pretende fazer um programa de conscientização nas escolas, com a entrega de cartilhas para as crianças. A intenção, de acordo com o coordenador da Defesa Civil, é criar nos alunos a ideia de que é necessário colaborar com a retirada da população de áreas de risco e, com isso, levar a informação aos pais e familiares.

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