
A Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) acaba de completar 18 anos e, com a maioridade, começa a ganhar o mundo. Criada em 1991 como uma unidade da prefeitura, no ano seguinte se tornou uma organização não-governamental destinada a incluir os vários segmentos da sociedade na discussão sobre o meio ambiente. Alexandre Donikian Gouveia, superintendente da ONG desde o início do ano, conta que o momento é de internacionalização. Com isso, o conceito criado em Curitiba vai, num primeiro momento, para seis países: Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, México e Angola.
A melhor maneira de entender como isso funcionará é comparar com um sistema de franquias, embora não seja essa a forma adotada para a expansão. Gouveia explica que a Unilivre irá assinar termos de transferência de tecnologia com entidades no exterior. Lá fora, os parceiros vão implantar unidades da ONG com o mesmo formato, logomarca e identidade visual.
"A Unilivre vai fazer o acompanhamento durante o primeiro ano e, nos cinco seguintes, serão feitas auditorias anuais", diz o superintendente. "Nossa principal preocupação é levar o tema da sustentabilidade para o maior público possível e não se restringir a Curitiba."
Gouveia, que tem 37 anos, é cientista político com especialização em gestão pública. Foi a sua experiência como gestor do terceiro setor que o levou a ser sondado para assumir o cargo na Unilivre. Ele aceitou o desafio e apresentou ao Conselho Diretivo da ONG a proposta de trabalho para o período de 2009 a 2012, que foi aprovada e começou a ser desenvolvida. A base, conta ele, foi a readequação estatutária que permitiu que o foco fosse deslocado, saindo do meio ambiente e chegando na educação para a sustentabilidade.
Outra ação importante de Gouveia, além da internacionalização, é levar a Unilivre para o interior do Paraná. Ela passará a ter unidades em Londrina, Foz do Iguaçu e Guarapuava. "Vamos cobrir as mesorregiões", diz o superintendente. A organização também vai chegar a Brasília. Segundo Gouveia, esse é um ponto estratégico porque os ministérios têm muitas fontes de recursos para os municípios.
Nas quatro cidades paranaenses, a estrutura física será providenciada pelas prefeituras e o custeio administrativo ficará por conta da Unilivre. Os recursos são provenientes dos contratos firmados para desenvolvimento de projetos para o poder público e à iniciativa privada, além dos produtos e serviços oferecidos.



