
A prefeitura de Curitiba decidiu centralizar a entrada de visitantes no Jardim Botânico aos sábados, domingos e feriados em um único portão. Desde 22 de outubro, apenas o acesso principal, na Rua Engenheiro Ostoja Roguski, fica aberto nesses dias. Segundo a administração, a medida tem o objetivo de oferecer mais segurança aos visitantes e garantir o uso adequado das instalações. Além da ocorrência de pequenos furtos, alguns frequentadores portavam objetos proibidos como patins e skates e furtavam mudas de orquídeas e bromélias. Diretor do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, José Roberto Roloff, explica que o objetivo da restrição é reforçar a segurança do Jardim Botânico aos finais de semana. Além de coibir pequenos crimes, a administração do espaço também vai orientar os usuários sobre as atividades permitidas no local. Havia pessoas que, por exemplo, colocavam redes de descanso em árvores ameaçadas de extinção. O local recebe, em média, 20 mil frequentadores todos os finais de semana.
Roloff explica que o Jardim Botânico não é um parque. "É uma área protegida, constituída de plantas cientificamente reconhecidas e documentadas. É um museu vivo, que propicia educação, cultura, lazer e preservação do meio ambiente." Por isso, algumas atividades, como andar de bicicleta, não são permitidas no local. O usuário que deseje um espaço para este fim pode procurar o Parque Barigui. Também para reforçar a segurança, o efetivo da Guarda Municipal no local dobrou e agora é de oito homens.
Na entrada principal do local há um estacionamento para os veículos dos frequentadores e há também duas entradas secundárias, apenas para pedestres. Uma delas está localizada na interseção das ruas Engenheiro Ostoja Roguski e Avenida Prefeito Maurício Fruet. A outra é quase na esquina das ruas Engenheiro Ostoja Roguski e Doutor Jorge Meyer Filho. A distância entre elas e o acesso central é de aproximadamente 400 metros.
Reclamações
Os moradores do entorno do Jardim Botânico reclamam do fechamento dos dois portões laterais. Boa parte da vizinhança usava os acessos laterais para entrar no local e praticar exercícios físicos. O empresário Marco Aurélio Goudel, 35, diz que há uma entrada bem em frente ao prédio dele. Mas, aos finais de semana, o empresário precisa se dirigir à entrada principal para desfrutar do local. Além disso, ele diz que é uma reivindicação dos frequentadores a melhoria da iluminação. Nos meses de inverno e fora do horário de verão a partir das 18 horas diminui a luminosidade e não há postes suficientes.
A pensionista Zélia Augusta de Gaperin, 79, e o aposentado José Ernesto Cursino, 86, usam o Jardim Botânico para fazer alongamentos e caminhadas e também não gostaram do fechamento dos acessos laterais. "Isso atrapalha a vida dos moradores", diz Zélia. Ela argumenta que, para pessoas da terceira idade, a calçada do lado de fora é perigosa porque tem irregularidades e raízes de árvores crescendo. Já para o comerciante Jairo Mosquetti, 55, também morador das imediações do Jardim Botânico, o fechamento dos portões é positivo porque traz mais segurança a todos.
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