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Protesto

Após 10 dias, Garotinho é internado

Rio de Janeiro – Depois de dez dias em greve de fome e 6,2 kg mais magro, o pré-candidato à Presidência pelo PMDB Anthony Garotinho acatou orientação médica e foi internado em um hospital do Rio para reidratação intravenosa com soro glicosado ontem à tarde, o que na prática encerra a greve de fome.

Para Garotinho, contudo, o jejum continua. "Não tenho como não aceitar a orientação do meu médico, mas a greve não acabou."

Segundo o médico do pré-candidato, Abdu Neme, será feita a reposição de sais minerais. Depois de "exaustiva avaliação", o médico concluiu que, apesar de lúcido e orientado, Garotinho estava com a pressão instável, o que provocava tontura e mal-estar.

Na terça-feira, ele havia dito que, ao repor as necessidades básicas do paciente, "na prática, os efeitos da greve de fome cessam".

Segundo a nutricionista Cíntia Machado, uma pessoa pode viver "meses" apenas no soro. "O corpo dele continuará sofrendo os efeitos da falta de proteína e gordura, mas a glicose não deixa de ser um nutriente. Ele não morre, mas não terá as calorias necessárias.

Ao responder se aceitar a reidratação venosa não significava suspender tecnicamente a greve de fome, Garotinho disse apenas: "Não sei, eu não sou médico." Garotinho anunciou a decisão de ser internado às 17 horas de ontem ao lado de sua mulher, a governadora Rosinha Matheus. Estavam na sala da sede regional do PMDB, onde ele permaneceu todo o tempo da greve.

Depois do anúncio, seguiu em ambulância do Corpo de Bombeiros para o hospital particular Quinta D"or.

Garotinho afirmou que participará da convenção do partido no sábado em Brasília para defender a candidatura própria do PMDB à Presidência. Ele disse ainda que não desistiu da pré-campanha.

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