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Região metropolitana

Após 20 dias, coleta de lixo volta a ser feita em Itaperuçu

Empresas responsáveis pelo serviço são investigadas pela polícia e pelo Ministério Público

Moradores do Itaperuçu, na região metropolitana de Curitiba, viram o caminhão de lixo voltar a circular pela cidade na terça-feira (25), após aproximadamente 20 dias sem que a coleta fosse feita no município. As empresas que deveriam ser responsáveis pelo serviço são investigadas pelo Ministério Público do Paraná (MP), sob a suspeita de terem sido criadas para vencer licitações de forma irregular. O dinheiro que seria pago as empresas estaria sendo desviado para a prefeitura, segundo o MP.

Conforme mostrou o telejornal Paraná TV, da RPC TV, na semana passada, os dejetos e sacolas de lixo se acumulavam pelas ruas da cidade. Um morador do Centro da cidade ouvido pela Gazeta do Povo disse que estava queimando o lixo que não cabia mais na lixeira em frente a casa. "Ontem [terça-feira], depois que a RPC filmou a minha casa, vieram e recolheram tudo", disse o morador, que pediu para não ser identificado.

A comerciante Sílvia Helena da Cruz, também moradora do Centro, conta que o caminhão de coleta costumava passar uma vez por semana na cidade. "Da minha casa, recolhiam o lixo todas as segundas-feiras", diz. "Até que ficou quase três semanas sem coleta". Ela diz que alguns moradores sofreram mais com o problema do que outras. "No Centro até que não estava tão ruim, mas nos bairros a situação era caótica", relata. "Em frente à casa da minha mãe, que mora na periferia, não dava mais para colocar o lixo na lixeira e os cachorros arrebentavam as sacolas".

Ouvido pela reportagem do Paraná TV 2ª edição, o empresário Joaquim Costa Rosa , contou que prestava o serviço de coleta de lixo na cidade, por meio da empresa Joaquim Costa Rosa Transportes, e que recebia R$ 31 mil por mês pelo serviço. A maior parte desse dinheiro, entretanto, era devolvida para a prefeitura, segundo ele. Extratos bancários exibidos pela reportagem mostram saques feitos por ele, nos valores de R$ 20 mil e R$ 18 mil, que teriam sido entregues em mãos ao filho do prefeito.

Ao mesmo telejornal, Paulo Sérgio Lopes, secretário de governo do município, disse que a empresa faz o serviço de coleta seria a LML Transporte. Porém, o MP aponta a LML Transporte como sendo um empresa de fachada com "donos laranjas" – o endereço da empresa sequer consta no mapa da cidade.

Os moradores ouvidos pela reportagem, entretanto, não souberam dizer qual empresa foi responsável pela coleta realizada na terça-feira. A prefeitura de Itaperuçu foi procurada, mas nenhum representante da administração municipal foi encontrado para falar sobre o assunto.

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