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Saúde

Após 3 anos, São José reabre emergência

Novo pronto-socorro na região metropolitana deve aliviar superlotação dos hospitais de Curitiba

Josué e a esposa, Lizete, no Cajuru: cinco horas esperando vaga no centro cirúrgico, com fratura exposta na perna | Giuliano Gomes/Gazeta do Povo
Josué e a esposa, Lizete, no Cajuru: cinco horas esperando vaga no centro cirúrgico, com fratura exposta na perna (Foto: Giuliano Gomes/Gazeta do Povo)
Novo pronto-socorro de São José: R$ 10 milhões de investimentos para uma capacidade de 100 leitos |

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Novo pronto-socorro de São José: R$ 10 milhões de investimentos para uma capacidade de 100 leitos

Após três anos, a reabertura do pronto-socorro do Hospital e Maternidade São José dos Pinhais, na região metropolitana, na próxima sexta-feira, deve amenizar um pouco a superlotação do serviço de emergência em Curitiba. Sob intervenção administrativa desde 2006 (primeiro de uma junta nomeada pela Justiça e, desde abril, da prefeitura), o hospital receberá R$ 10 milhões de investimentos até janeiro e terá capacidade de 100 leitos, 16 deles de pronto-socorro. Do total investido, R$ 8 milhões são do município e R$ 1 milhão da Secretaria de Estado da Saúde (R$ 500 mil em equipamentos novos e mais R$ 500 mil em equipamentos que já estavam no hospital).

Dos três hospitais com serviço de emergência em Curitiba, o Cajuru será o mais beneficiado com a reabertura do pronto-socorro na região metropolitana, já que a maior parte dos pacientes em estado grave de São José é encaminhada para lá. Segundo o chefe do Serviço de Emergência do Cajuru, o médico Vinícius Filipak, de 30% a 40% dos atendimentos no pronto-socorro do hospital são de pacientes da região metropolitana. "O ideal seria que essas pessoas não precisassem vir a Curitiba para ser atendidas. Seria melhor para elas, que não teriam o transtorno do transporte, e para o hospital, que teria mais leitos disponíveis", avalia Filipak.

Justamente por conta da superlotação, a emergência do Hospital Cajuru foi obrigada a encaminhar pacientes em estado grave para os outros dois pronto-socorros de Curitiba (Hospital do Trabalhador e Evangélico) entre 15 e 17 horas de segunda-feira. Com 20 leitos, o pronto-socorro do Cajuru tinha 38 pacientes na tarde de segunda-feira – 90% além da capacidade. Ontem de manhã as internações baixaram para 37 e à tarde diminuíram para 27 – ainda 35% acima da capacidade.

"Trabalhamos sempre no limite. Com a reabertura do pronto-socorro em São José dos Pinhais, o atendimento de emergência, não só no Cajuru, mas também no Evangélico e no Trabalhador, tende a diminuir", avalia o chefe do setor de Emergência do Cajuru.

Se isso ocorrer, pessoas como o entregador Josué Purcino, 42 anos, talvez não tenham que esperar tanto. Ontem, por volta das 10h30, Purcino sofreu uma fratura exposta na perna em um acidente de moto. Cinco horas depois, deitado em uma maca improvisada como leito, ele ainda esperava por vaga no centro cirúrgico do Cajuru. "Os médicos e enfermeiros não têm culpa. Na verdade eles fazem mais do que podem. Quem tinha que ver isso e melhorar o atendimento na saúde é o governo", reclama a dona de casa Lizete Purcino, 45 anos, esposa de Josué.

Dos três pronto-socorros de Curitiba, o único que não trabalhava acima da capacidade ontem era o Evangélico, que estava com todos os 50 leitos de emergência ocupados. Com 26 leitos, o pronto-socorro do Hospital do Trabalhador atendia ontem a 40 pacientes (quase 54% acima da capacidade). "A demanda da região metropolitana tem aumentado, enquanto a estrutura continua a mesma", argumenta o médico Rodrigo Furtado, coordenador médico-operacional do Hospital do Trabalhador.

Furtado afirma que até o fim do ano a situação deve melhorar. Está prevista a criação de mais 20 leitos no pronto-socorro do Trabalhador e de mais 20 de terapia intensiva, que atualmente são 10.

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