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Curitiba

Após esperar 2 horas por resgate, mulher mata cobra na cozinha

A funcionária pública Fátima Giovanini, moradora do bairro Santa Cândida, em Curitiba, encontrou nesta quinta-feira (11) uma cobra na cozinha de casa. Depois de esperar durante duas horas pelo resgate, ela acabou matando o animal. Acreditando que fosse uma jararaca, ela conta que ligou para a Polícia Militar, depois para o Corpo de Bombeiros e finalmente para o Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde, mas a unidade que poderia fazer o atendimento estava na região metropolitana de Curitiba resolvendo outro caso.

O biólogo Júlio Cesar de Moura Leite, curador do Laboratório de Herpetologia do Museu de História Natural, explica que se trata de uma dormideira, da espécie Sibynomorphus neuwiedii, pertencente à Família Colubridae. Segundo ele, é inofensiva e se alimenta de moluscos. Leite diz que a dormideira é facilmente confundida com a jararaca por causa das manchas dorsais. "A jararaca, esta sim peçonhenta, raramente é encontrada hoje nas áreas mais urbanizadas de Curitiba", completa o biólogo.

O tenente Anor Vicente dos Santos Júnior, porta-voz da Força Verde, afirma que a tarefa de recolher esses animais é dividida com o Ibama e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Mas na prática é só a Força Verde que faz o trabalho. Ao ligar para o IAP, a telefonista diz que o órgão não faz captura de animais. No Ibama, a orientação é para que a pessoa capture o animal e leve até lá ou então ligue para a Força Verde (0800-643-0304). Segundo o tenente Anor, é impossível atender 100% das solicitações. No ano passado, foram 3.227 pedidos de captura de animais em todo o estado, ou seja, quase nove por dia. A Força Verde tem 36 postos de atendimento no Paraná, sendo que nenhum está na capital. Os casos de Curitiba são atendidos por uma das três unidades da região metropolitana, explica o tenente Anor.

Tereza Cristina Margarido, bióloga do Departamento de Zoológico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, conta que eles recebem muitas ligações pedindo que seja feita a captura de animais, mas que não fazem esse trabalho nem têm competência para receber animais de vida livre, a menos que seja uma indicação do Ibama. Ela orienta que a pessoa evite manipular animais que ofereçam algum risco, como serpentes. Muitas não são perigosas, explica, mas só um especialista pode fazer essa avaliação corretamente. Tereza também indica que a pessoa ligue para a Força Verde.

Segundo a bióloga, o clima úmido favorece o aparecimento de alguns animais em casas porque eles procuram lugares mais secos. Não há comprovação de que isso ocorra com mais freqüência no verão, explica a bióloga, mas as serpentes, por exemplo, se expõem mais nessa estação, enquanto no frio preferem ficar escondidas.

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