Os agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) alegam que estão conseguindo frear a produção de maconha no Paraguai. Durante a Operação Nova Aliança II, foi constatada redução de 25% do plantio na região de Capitão Bado, e de 40% no entorno de Pedro Juan Caballero, em relação ao mesmo período do ano passado. As áreas, situadas na fronteira com o estado de Mato Grosso do Sul, são as que mais produzem maconha em todo país.
O comandante da Senad, Oscar Chamorro, diz que com as operações realizadas nos últimos anos, algumas com a participação do Brasil, os agentes já conseguiram reduzir em todo país um total de 35% da produção. Neste ano, o total erradicado somente pela Senad chega a 200 hectares. No ano passado, foram pouco mais de 1,7 mil hectares.
Para fugir da ação dos agentes, os narcotraficantes estão transferindo o plantio para locais menores a fim de não serem descobertos. Algumas lavouras, a exemplo da erradicada ontem, são estabelecidas em propriedades privadas, mas sem o consentimento de fazendeiros, que fazem constantes denúncias à Senad.
Geralmente os plantadores ocupam espaços próximos a matas fechadas e derrubam árvores para fazer o cultivo. Ali mesmo instalam acampamentos e material para prensar e embalar a maconha.
O Paraguai produz maconha o ano todo, mas com diferentes qualidades. Os agentes da Senad já identificaram três tipos de maconha. Uma delas, a chamada "tempranera", pode ser colhida em quatro meses. A outra variedade é retirada da terra em seis meses. E a terceira, chamada "mestiça", tem o ciclo de nove meses e quase não vem sendo mais cultivada.
Ainda segundo a Senad, o recuo da área de plantio e a queda de oferta do produto têm contribuído para a disputa entre quadrilhas de narcotraficantes. A briga vem resultando em mortes violentas tanto no lado brasileiro quanto no paraguaio.







