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Curitiba

Atenção à saúde mental é alterada

Ampliação do atendimento a crianças e adolescentes nos Caps deve beneficiar 500 crianças

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O atendimento à saúde mental de Curitiba mudou. A Secretaria Municipal de Saúde alterou, desde abril, o encaminhamento das cerca de 500 crianças e adolescentes atendidas mensalmente pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da capital. A prefeitura diz que as mudanças visam ampliar o atendimento para esse público.

INFOGRÁFICO: Veja como está o atendimento para a saúde mental agora

Antes, as crianças e adolescentes com transtornos mentais só eram atendidos em dois Caps e os que eram dependentes químicos em apenas um Caps. Com a mudança, os três Caps Infantil do município passam a atender tanto quem tem transtornos quanto dependência. Além disso, adolescentes acima dos 16 anos dependentes de drogas ou álcool podem procurar cinco Caps Álcool e Drogas (Caps AD) que até então só atendiam o público adulto (veja infográfico).

A coordenadora da área técnica de Saúde Mental de crianças e adolescentes da Secretaria, Christina Barreto, afirma que essas mudanças estão dentro do que rege a legislação federal. A Portaria 130 de 2012 do Ministério da Saúde orienta, por exemplo, que "o Caps AD III poderá se destinar a atender adultos ou crianças e adolescentes, conjunta ou separadamente". "A gente está seguindo uma orientação do governo federal", comenta.

Christina afirma que os Caps Infantil podem atender a qualquer problema desde que a idade seja respeitada. "O que a gente fez foi ampliar o atendimento para mais Caps e melhorar o atendimento geograficamente. Antes, com apenas um Caps voltado a crianças e adolescentes com dependência química era complicado", diz.

Segundo ela, no entanto, não há atendimento conjunto entre os usuários. "Cada atendimento depende do que o usuário do Caps precisa. É um atendimento singular. Nunca vamos atender alguém com problema mental junto com alguém que é dependente. As atividades são realizadas separadas", esclarece. Ela explica que também serão atendidos separadamente os usuários maiores de 16 anos com problemas com álcool e drogas nos cinco Caps AD adultos.

Multiprofissional

Todos os tipos de Caps são compostos por equipes multiprofissionais, com presença obrigatória de psiquiatra, enfermeiro, psicólogo e assistente social, aos quais se somam outros profissionais da saúde. A estrutura física dos Caps deve ser compatível com o acolhimento, desenvolvimento de atividades coletivas e individuais, realização de oficinas de reabilitação e outras atividades.

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