O atendimento prioritário em filas de supermercados e bancos aos idosos de Curitiba agora começa a ser garantido com idade igual ou superior a 60 anos, e não mais aos 65, que é o praticado nacionalmente. A medida de alteração na legislação do Estatuto do Idoso foi aprovada na terça-feira na Câmara Municipal de Curitiba e já está em vigor.
A Associação dos Aposentados da Prefeitura de Curitiba (AAPC) acredita que o benefício aos idosos tem aspectos positivos. Para José Gomes, primeiro secretário da AAPC, o poder público deve incorporar tais questões na sociedade, porém ainda é cedo para avaliar se o benefício será eficaz na prática.
A vendedora autônoma Elenir Scussiato, de 62 anos, diz que a diminuição de 65 para 60 anos do Estatuto é algo positivo para os idosos e traz vantagens no dia-a-dia dos beneficiados. Além disso, Elenir acredita que o tema cria uma consciência cultural em torno do respeito aos idosos. "Ontem, já nem precisei pegar fila", afirma Elenir. Porém, a vendedora brinca que há pessoas que não usam o benefício por não gostar de revelar a idade. "Já vi gente ficar brava após perguntarem se queriam passar na frente da fila", conta. "A pessoa não pode achar que isso é coisa de velho, nem que é algo para ofender. É um direito."
Para o auditor fiscal Natalício Tolentino da Silva, de 55 anos, a medida é importante. "Daqui a cinco anos, já vou poder usar o Estatuto do Idoso", diz. Silva ainda afirma que além de alterar a legislação, o poder público deve fiscalizar. "Para ter respeito e resultados, as pessoas devem denunciar abusos."
A iniciativa de baixar a idade para ter prioridade nas filas foi do primeiro vice-presidente da Câmara, Tito Zeglin (PDT). Hoje, as comissões de Segurança Pública e de Defesa da Cidadania da Câmara são responsáveis pela fiscalização sobre esta e outras leis que preservam os direitos dos idosos.



