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Caximba

Aterro da Caximba será fechado em três meses, garante IAP

Segundo secretário de meio ambiente de Curitiba, aterro poderia ser usado até janeiro de 2010, seis meses mais que a estimativa do IAP para o esgotamento da capacidade do local

Moradores querem garantia que o aterro será fechado até prazo estimado pelo IAP | Aniele Nascimento - Gazeta do Povo
Moradores querem garantia que o aterro será fechado até prazo estimado pelo IAP (Foto: Aniele Nascimento - Gazeta do Povo)
Caminhões carregados de lixo tiveram que aguardar para entrar no aterro |

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Caminhões carregados de lixo tiveram que aguardar para entrar no aterro

O aterro sanitário da Caximba, em Curitiba, será fechado em julho, garantiu o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Vitor Hugo Burko, nesta segunda-feira (13). Já o secretário municipal do meio ambiente, José Antônio Andreguetto disse que a prefeitura de Curitiba tem um parecer que permite a utilização do aterro até janeiro de 2010. Enquanto o impasse persiste, os moradores do bairro protestaram bloqueando a estrada de acesso ao aterro.

Os manifestantes querem que a prefeitura assine um termo de compromisso por meio do qual assegure o selamento do aterro até o prazo estimado pelo IAP para o esgotamento da vida útil do lixão. Eles querem, ainda, a garantia que não haverá ampliações nem reaproveitamentos de áreas internas para colocação de lixo no local. "Há 20 anos que reclamamos do funcionamento deste aterro no bairro, e ninguém nos ouve", disse Jadir Silva de Lima, morador do bairro e integrante da comissão que pede o fechamento do aterro.

"O IAP não cogita a ampliação da Caximba e irá emitir ainda esta semana uma licença prévia para início das obras de construção do novo aterro em outro local", garantiu Burko. Os moradores montaram uma comissão, junto com o IAP, para fiscalizar os veículos que realizam descarga de resíduos no local. "Queremos ter acesso ao aterro para ver se as promessas de desativação estão sendo cumpridas", afirmou Adelsio Bazzo, morador do bairro.

O aterro sanitário de Curitiba, que recebe lixo de 14 municípios da região metropolitana, foi implantado há 20 anos no Caximba, com vida útil estimada em apenas 11 anos. Desde 1989, duas ampliações emergenciais foram determinadas. Com a proximidade do esgotamento da capacidade do local, uma comissão intermunicipal, formada por prefeituras dos municípios que utilizam o aterro, propõe a implantação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar), ainda sem uma cidade definida para abrigá-lo.

Os moradores do Caximba são contrários à implantação do Sipar no bairro. "Há um consórcio de diversos municípios e acreditamos que Curitiba já fez a parte dela, com diversos prejuízos sanitários e ambientais à população", disse Lima. Na manhã de sábado (11), o mesmo grupo fez uma carreata pelo bairro por aproximadamente uma hora e meia, também em protesto.

Na manhã desta segunda-feira, segundo Lima, a concentração começou às 4 horas e contou com cerca de cem pessoas. Cerca de 50 caminhões carregados de lixo tiveram que esperar no pátio de um posto de gasolina. Os manifestantes só deixaram o local por volta das 15 horas. A estrada foi liberada por volta das 18 horas, com a retirada da terra e da madeira colocada pelos manifestantes.

A assessoria de imprensa da CAVO Serviços e Saneamento, responsável pela coleta de lixo em Curitiba, informou que a manifestação impediu que a destinação adequada dos resíduos coletados nesta manhã fosse feita. A empresa disse que está apta e com todo o seu efetivo disponível para realizar normalmente a coleta, no entanto, isso só seria possível com a liberação da entrada dos caminhões no aterro.

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