O ator e vendedor Vinícius Romão de Souza, 26, preso no último dia 10 após ter sido acusado por uma mulher de a ter assaltado, foi solto no começo da tarde desta quarta-feira (26). Ele deixou a Cadeia Pública Patrícia Acioli, em São Gonçalo, por volta das 13h40.
Na saída, Romão não conversou com a imprensa. Com um aspecto cansado, com a cabeça raspada e visivelmente mais magro, ele disse somente que "a Justiça vai ser feita".
Romão deixou o presidio com o pai em um gol. Ele ficou 16 dias preso na unidade prisional.
Os amigos do ator, que esperavam na porta do presídio, gritaram em coro o nome do rapaz e se emocionaram com a saída dele.
"A gente lutou por isso. Conheço ele desde a infância, sei da índole dele. Que agora comece a batalha para inocentá-lo de vez e que isso não aconteça mais", disse chorando o ator Vinícius Melich, 25, amigo de Romão.
"Uma injustiça, racismo, preconceito. Ele não fez nada pra ninguém. Todos os amigos se mobilizaram para ajudar ele. Todo mundo está aliviado agora", afirmou emocionada a modelo Beatriz Monteiro, 22, amiga do ator.
O alvará de soltura de Romão foi expedido ontem. A chegada do documento, no entanto, atrasou por falta de luz na Central de Mandados de Alcântara, em São Gonçalo.
A decisão foi decretada pela 33ª Vara Criminal após pedido de habeas corpus do advogado do jovem, Rubens Abreu.
Na manhã de ontem, a copeira Dalva Moreira da Costa, vítima do roubo, voltou à delegacia do Engenho Novo (zona norte) e prestou novo depoimento. Ela afirmou que se enganou ao fazer o reconhecimento do ator como ladrão pela semelhança física deles.
Na bolsa que o ator era acusado de ter roubado havia celular, documentos, cartões de banco, R$ 10 e um bilhete único. Segundo a polícia, Romão não tinha passagem pela polícia.
O ator fez parte do elenco da novela "Lado a Lado", da TV Globo. Formado em psicologia, nos últimos meses trabalhava como vendedor em um shopping na zona norte do Rio e estava voltando para casa na hora da abordagem policial.
A prisão do ator deverá ser investigada pela Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro.



