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Caixa Eletrônico

Bandidos fogem e deixam granada

Esquadrão de Curitiba teve de ir a Foz para detonar a granada | Christian Rizzi/ Gazeta do Povo
Esquadrão de Curitiba teve de ir a Foz para detonar a granada (Foto: Christian Rizzi/ Gazeta do Povo)

Policiais militares conseguiram impedir que um grupo de assaltantes arrombasse um caixa eletrônico na madrugada de ontem, em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado. Flagrados, os cinco bandidos que tentavam explodir o equipamento que fica no pátio de um posto de combustíveis na zona leste da cidade não conseguiram detonar a granada, que acabou deixada no caixa. Até o início da noite, quatro envolvidos continua­vam sendo procurados pela polícia.

Na fuga, houve perseguição e troca de tiros e um dos assaltantes foi ferido e capturado. Levado à delegacia da Polícia Civil depois de passar pelo hospital, o suspeito negou a participação no assalto. A polícia investiga se há ligação entre o caso de ontem e a tentativa de assalto a outro caixa eletrônico, na madrugada da última sexta-feira, também em um posto de combustíveis, na região norte. Os bandidos usaram dinamite para explodir o caixa, mas fugiram sem levar o dinheiro.

Denúncia

A investida de ontem foi denunciada por moradores vizinhos que estranharam a movimentação no local por volta das 4 horas. Desde cedo, as ruas próximas ao posto de combustíveis foram interditadas e toda a quadra isolada. Pouco depois do meio-dia, homens do esquadrão antibombas do Comando e Operações Especiais (COE) da PM de Curitiba iniciaram os preparativos para detonar o artefato levado a um terreno baldio próximo. Amostras do material de origem soviética serão analisadas pelo Instituto de Criminalística.

Até as 14 horas de ontem, quase todo o comércio da região permaneceu fechado.

Esta foi a oitava tentativa de assalto a caixas eletrônicos em Foz do Iguaçu nos últimos meses. De acordo com a polícia, não é possível afirmar que as ações estejam sendo praticadas por um único grupo. "Estamos investigando esses casos. Agora, com a prisão de um dos suspeitos, vamos tentar identificar os outros envolvidos e buscar descobrir se há apenas uma ou várias quadrilhas praticando estes crimes", comentou o delegado da Polícia Civil Geraldo Evangelista.

Sobre a demora de mais de seis horas até a chegada do COE, com sede em Curitiba, a PM assegurou que a situação estava sob controle e que a espera pelo grupo não provocou qualquer prejuízo à operação. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, cada batalhão tem ao menos um especialista em explosivos responsável por avaliar os riscos e o grau de emergência quando acionado. Quanto maior o risco, e caso haja reféns, mais rápida é a mobilização, garantem os policiais militares.

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