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Perigo

Bombeiros resgatam menino do 11.º andar

Deixado sozinho no apartamento da avó, garoto de 4 anos tinha sido visto debruçado no gradil da sacada

Um menino de 4 anos anos foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros no fim da tarde de ontem da sacada de um prédio no centro de Curitiba. De acordo com os bombeiros, a criança estava sozinha na varanda de um apartamento que fica no 11º andar do edifício.

O Corpo de Bombeiros foi chamado pela Guarda Municipal por volta das 17h30 de ontem, após vizinhos acionarem o órgão. Segundo os bombeiros, não havia nenhum tipo de rede de proteção no local – que fica na Alameda Dr. Carlos de Carvalho.

No resgate, um militar subiu até o andar superior e desceu com o auxílio de cordas até a sacada onde o garoto estava. A criança foi retirada pela sacada do edifício. O menino não sofreu ferimentos e passa bem.

Após ser resgatada, a criança – que mora com a mãe e a avó – foi encaminhada à FAS (Fundação de Ação Social) de Curitiba, que localizou a família do menino. De acordo com a assessoria da FAS, a avó do menino teve de deixar o apartamento às pressas para ir ao médico. Ela deixou comida para o garoto, mas não imaginou que ele correria riscos ao chegar perto da varanda.

"Uma técnica foi até o local e percebeu que haviam deixado inclusive alimentos para a criança. Porém, como ela estava sozinha e não conseguimos fazer contato com a família, não podíamos deixá-la ali", conta Adriano Guzzoni, diretor de Proteção Social Especial da FAS.

A criança foi levada para uma Casa de Acolhimento em Curitiba, onde passou a noite sob cuidados de uma equipe do Serviço de Atendimento a Vitimizados em Domicílio (SAV). Quando há suspeita de negligência dos pais, os casos são encaminhados ao Conselho Tutelar e podem chegar à Justiça, com pedido de destituição do poder familiar.

Mas a equipe do SAV conseguiu localizar ontem cedo a mãe do garoto, que imediatamente foi buscá-lo na Casa de Acolhimento. "Foi apenas um grande susto", diz Guzzoni. Para a FAS o caso não foi considerado abandono de menor, e foi dado como encerrado. A família do menino não foi localizada para comentar o assunto.

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