O Brasil ainda não tem tecnologia suficiente para dispensar equipamentos e programas estrangeiros na área de identificação biométrica. Os sistemas de dados criminais em países que investem nessa tecnologia há mais tempo estão bem à frente do que haverá aqui. O Sistema Automático Integrado de Identificação de Digitais (Iafis, na sigla em inglês) do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, conta com 47 milhões de fichas e inclui dados sobre o DNA de criminosos.
Para o doutor em Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Vinícius Gadis Ribeiro, o que mais deixa a desejar é o hardware nacional, como os sensores óticos. "Temos boas iniciativas de softwares. Mas nada avançado o suficiente para manter um banco de dados nacional. Nesse caso é preciso comprar de fora, ou investir por anos em pesquisa e desenvolvimento", compara. "Havendo a necessidade de mercado em produzir aqui, há muito potencial em nossas universidades e empresas novas. Mas enquanto for mais viável importar um software é difícil se investir o suficiente para ter algo do mesmo nível", antecipa Ribeiro.



