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Foz do Iguaçu

Brasileiro é acusado de tentar comprar bebê indígena no Paraguai

Agentes da Polícia Nacional surpreenderam João Batista Lourenço, 52 anos, no momento em que ele estaria recebendo a criança

Com a mãe dele, Lídia Penayo, 26 anos (à direita), a polícia encontrou o equivalente a R$ 150 | Oscar Florentin / TN Press
Com a mãe dele, Lídia Penayo, 26 anos (à direita), a polícia encontrou o equivalente a R$ 150 (Foto: Oscar Florentin / TN Press)

Um brasileiro foi preso no Paraguai acusado de comprar um bebê de 11 meses de uma mãe de origem indígena. Agentes da Polícia Nacional surpreenderam João Batista Lourenço, 52 anos, no momento em que ele estaria recebendo a criança, um menino, próximo ao terminal rodoviário de Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, no final da tarde de terça-feira, dia 1º. A justiça paraguaia trata o caso como tráfico internacional de crianças.

Acompanhado de duas mulheres, uma delas de 16 anos, o brasileiro se preparava para sair com o bebê em um veículo Toyota. Os agentes fizeram a prisão após denúncia feita por jornalistas do canal Telefuturo que desconfiaram da situação.

Lourenço, que seria morador do município de Santa Rita, cidade paraguaia que abriga uma expressiva colônia brasileira, foi encaminhado à Polícia Nacional com as duas mulheres. Ele permanece preso, mas as mulheres prestaram depoimento e foram liberadas. Com o grupo, a polícia encontrou uma certidão de nascimento falsa na qual consta Lourenço na condição de pai da criança. O documento foi emitido no dia 1º. O brasileiro nega o crime.

O bebê foi encaminhado para um abrigo de Ciudad del Este e estava desnutrido. Com a mãe dele, Lídia Penayo, 26 anos, a polícia encontrou o equivalente a R$ 150, segundo a oficial Marisa Balmori. A mãe do bebê pertence à comunidade mbya guarani, mas vivia nas ruas de Ciudad del Este. Ela também foi detida, mas nega que tenha vendido o filho. Segundo Lídia, os brasileiros estariam levando o bebê à força.

O caso está sob a responsabilidade da promotora da Criança e do Adolescente Emilce Ovelar. A polícia ainda não sabe para onde a criança seria levada.

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