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Acidente

Caminhoneiro foi encontrado pelo pai

Cenário do suplício de 5 dias do caminhoneiro Renato Oliveira | Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Cenário do suplício de 5 dias do caminhoneiro Renato Oliveira (Foto: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo)

Quem viu a ribanceira de aproximadamente 30 metros onde o caminhão caiu e o estado de completa destruição da cabine não consegue entender como o motorista Renato Varela de Oliveira, de 43 anos, suportou a fome, a sede, o frio e a dor durante cinco dias. Na madrugada do último domingo, ele estava passando pela PR-151 – entre Sengés e Jaguariaíva (Campos Gerais) – quando perdeu o controle do caminhão em uma curva e caiu no barranco. Ele só foi encontrado no fim da tarde da última quinta-feira pelo próprio pai.

O caminhão foi parar a poucos metros de um arroio. Com o impacto, a carga de aproximadamente 200 caixas de laranja caiu sobre a cabine, que foi esmagada e soterrada. Oliveira ficou preso às ferragens pela perna direita – que está bastante machucada – e só conseguia movimentar o braço direito no pequeno espaço – quase do tamanho do corpo dele – onde permaneceu encolhido.

Com o braço, ele alcançava algumas laranjas que vieram parar dentro da cabine, único recurso possível para matar a fome e a sede. Em entrevista à RPCTV Esplanada – de Ponta Grossa – ele relatou que na terça-feira, já mais debilitado, não conseguia alcançar as laranjas e ficou dois dias sem comer. "Chovia bastante na hora em que caí e eu estava cansado. Gritei por socorro, mas não obtive ajuda."

A reportagem da Gazeta do Povo foi até o Hospital Carolina Lupion, em Jagua­riaíva, onde Oliveira segue internado, mas um familiar impediu o acesso ao caminhoneiro. No entanto, o setor de Enfermagem do hospital informa que ele passa bem e que não sofreu nenhuma fratura. Oliveira estava hipotérmico – com a temperatura corporal abaixo de 35 graus – e desidratado no momento do resgate.

Buscas

Foi o pai de Oliveira e o dono do caminhão que, ao não conseguirem contato com ele, resolveram refazer todo o trajeto para tentar encontrá-lo. Eles chegaram a passar duas vezes pelo local e só numa terceira tentativa acabaram vendo um pedaço da carroceria do caminhão, que não podia ser avistado da estrada.

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