Uma nova ala da filial paranaense do Hospital da Cruz Vermelha foi inaugurada ontem e começa a oferecer atendimento a partir de hoje. A construção de 8.791 metros quadrados, com quatro pavimentos, foi viabilizada graças a uma parceria entre o hospital e o Centro Universitário Positivo (UnicenP), e duplica a capacidade da instituição, que deve subir para cerca de 20 mil atendimentos mensais.
Em regime de contrato de comodato por tempo indeterminado, o grupo Positivo investiu R$ 15 milhões no projeto, elevando o número de leitos de 80 para 160. Em contrapartida, os acadêmicos de Medicina do centro universitário poderão fazer o estágio curricular na instituição. "Não dá para fazer um curso de Medicina sem hospital; além disso, essa é uma forma de contribuir para a saúde pública", afirma o reitor do UnicenP, Oriovisto Guimarães. Apesar do investimento, a administração continua a cargo da filial paranaense do Hospital da Cruz Vermelha. "Estamos irmanados para atender duas grandes necessidades: saúde e educação", diz o diretor-geral do hospital, Lauro Grein Filho.
"É maravilhoso, é um hospital de última geração, é uma realização para mim, não preciso fazer mais nada na vida", comemora Grein, há 40 anos à frente da instituição. "Para o Grupo Positivo esta também é uma realização. Curitiba deu tudo o que nós somos hoje e estamos felizes ao poder retribuir um pouco", declara Guimarães.
De acordo com Grein, não será necessário aumentar o número de profissionais do corpo clínico, já que o que faltava para a instituição era espaço físico. O hospital tem um corpo clínico aberto: cerca de cem médicos compõem o quadro da instituição e há outros que apenas operam ou fazem plantão lá são aproximadamente 400 profissionais utilizando o local para cirurgias e outros 40 em plantões.
Conhecida mundialmente por sua atuação humanitária em casos de guerra, a Cruz Vermelha foi fundada, no Brasil, em 5 de dezembro de 1908. Seu primeiro presidente foi o médico e patrono da saúde pública brasileira, Oswaldo Cruz. No mundo todo, a missão da entidade vai além do atendimento a vítimas de guerra e baseia sua atuação nos princípios de imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade, universalidade e humanidade um dos pré-requisitos no projeto da nova ala da filial paranaense. "Pensamos na humanização do paciente", diz o diretor-clínico do Hospital da Cruz Vermelha, Jerônimo Fortunato Júnior.



