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Carnes representam um quarto das queixas sobre alimentos

Operações que levam à inutilização de alimentos, em especial carnes, por terem sido considerados impróprios ao consumo, são relativamente corriqueiras em Curitiba e no Paraná. Isso é possível constatar pelos dados fornecidos pela Vigilância Sanitária municipal e pela Coordenaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do Paraná.

Segundo o Procon, do início do ano passado até a última terça-feira, as carnes e derivados representavam quase um quarto das 167 queixas registradas pelo órgão no Paraná, referentes a alimentos, bebidas e estabelecimentos que oferecem esses produtos. Foram 41 reclamações, 33 delas explicitamente em relação à qualidade do item comercializado.

"Essas ações são bem mais comuns do que se imagina", afirma a coordenadora da Vigilância Sanitária de Curitiba, Rosana Zappe. Só no ano passado, foram 148 apreensões de produtos (alimentícios e fármacos), que foram retidos e inutilizados por não servirem ao consumo humano em Curitiba. Neste ano já foram 34 operações desse tipo: "Algumas vezes são alguns quilos de alimentos que precisam ser jogados fora, outras vezes é de tonelada", explica Rosana. "E os maiores problemas normalmente se verificam nas carnes e pescados."

Entre os estabelecimentos, de acordo com o departamento, os super e hipermercados encabeçaram as reclamações nesse período na capital: foram 682 registros, sendo 318 relativos às condições de higiene fitossanitária.

O maior problema para os organismos de controle é a dificuldade em punir os estabelecimentos nesses casos. "Quando o problema é na estrutura física, podemos interditar o local, mas quando é com o produto, só temos o poder de recolher e multar, por mais que eles sejam reincidentes", justifica a coordenadora.

O Procon informa porém que a multa pode variar de 200 a 3 milhões de Ufirs, de acordo com o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. Mesmo assim, o ideal é prestar atenção na hora de adquirir um produto, segundo o órgão de defesa. O consumidor deve observar atentamente as embalagens, verificar data de fabricação, validade, composição, advertências, se ela não está estufada, violada ou amassada.

Além da embalagem, deve-se observar as condições gerais do estabelecimento e principalmente como os alimentos estão sendo conservados. Segundo Rosana, produtos congelados devem estar a -18º C, refrigerados a 10º C e os aquecidos a 60º C. "A temperatura correta evita a proliferação de microorganismos", explica. A coordenadora chama a atenção ainda para a existência de termômetros em gôndolas de mercados: "Se não houver termômetros, pode-se chamar a gerência e pedir para que se faça uma medição", diz.

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