A Casa de Parto David Capistrano Filho, em Realengo, no Rio de Janeiro, foi reaberta ontem, por volta das 18 horas, depois que a Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro comunicou a casa oficialmente, por telefone, da liminar concedida pelo desembargador Guaracy Vianna na noite da última quarta-feira.
O Centro de Parto Normal havia sido fechado no dia 5 pela Vigilância Sanitária do estado, após uma inspeção que detectou "falta de condições sanitárias".
Desde então, os defensores do parto humanizado, usuárias da David Capistrano e enfermeiros fizeram manifestações em favor da unidade. A Parto do Princípio, ong que atua na defesa da humanização do parto, recolhe assinaturas a favor da casa, já que a liminar é provisória, até que saia uma decisão final.
Os Centros de Parto Normal (CPN) foram criados pela Portaria 985 do Ministério da Saúde em 1999, dentro da proposta do ministério de humanizar o parto e tentar reduzir a alta incidência de cesáreas no país: 33,8% dos partos realizados pelo Sistema Único de Saúde e 79,7% dos feitos pelos convênios médicos. A Organização Mundial de Saúde recomenda que as cesáreas fiquem entre 10% a 15% dos partos. Nos CPNs, não é obrigatória a presença de médicos, por isso as entidades médicas são contra as casas de parto.
* * *
Serviço
O site da Parto do Princípio é www.partodoprincipio.com.br



