
A celebração de Corpus Christi reuniu cerca de 15 mil pessoas ao longo desta quinta-feira (19) em Curitiba. O evento foi encerrado às 18h após a bênção eucarística realizada pelo Arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr José Vitti, na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico.
VÍDEO: veja como foi a preparação da tapeçaria no Centro Cívico
Confira imagens dos preparativos da procissão
Dom Moacyr liderou a tradicional Procissão com o Santíssimo Sacramento entre às 16h30 e 17h30. Da Praça Tiradentes os fiéis percorreram toda a Av. Cândido de Abreu até o Palácio Iguaçu.
"É muito bonito ver o nosso povo na procissão demonstrando seu amor por Jesus. Que ele abençoe a nós e nossa cidade", disse Dom Moacyr.
Rodeado de seus auxiliares, ele passou por cima do tapete de flores levando o ostensório (peça de ouro usada em cultos) conforme manda tradição. "O bispo passa pelo tapete, assim com o Jesus Cristo fez no passado. É um louvor à eucaristia", conta o diácono Lazaro Thuiller.
Depois da passagem dos religiosos, cada grupo recolheu os restos de materiais utilizados na confecção dos tapetes (confeccionados pela manhã), como serragem pó de café, flores materiais reciclados e serragem.
Antes disso, perto de 5 mil pessoas participaram da Santa Missa que começou às 15h e teve mais de uma hora de duração. Desde às 14h o padre Reginaldo Manzotti já animava os fiéis em um palco montado em frente à Catedral Basílica, na Praça Tiradentes.
Poucos minutos antes da cerimônia, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) chegou a praça, elogiou a organização do evento e comemorou por não estar chovendo, apesar do tempo fechado.
Confecção dos tapetes
A celebração religiosa da procissão de Corpus Christi, organizada pela Arquidiocese de Curitiba, começou logo pela manhã, quando 2 mil fiéis começaram a montar o tradicional tapete de flores neste ano teve 1,7 mil metros de comprimento na Rua Cândido de Abreu. Alguns levaram a família inteira, como a dona de casa Nilcéia Camargo Ribeiro, de 38 anos.
"Nos anos anteriores eu via e achava lindo. Neste ano resolvi desenhar, com toda a minha família, a Nossa Senhora de Fátima", conta, sorrindo, ao lado de seus três filhos e seu esposo. Além de santos da Igreja Católica, os fiéis construíram símbolos religiosos que remetem à eucaristia celebração em memória da morte e ressurreição de Jesus como pombas brancas, cordeiros e cálices. "O tapete é um caminho para Cristo. No passado, o povo decorava os locais por onde ele passava", conta o organizador geral do evento, Alex Franco de Souza.
O tapete é divido em vários lotes. Cada grupo de voluntários fica responsável por um deles. Alguns, no entanto, ganham partes maiores, como é o caso do Centro Cultural Igaraçu. "Na primeira vez que participamos, uma equipe de outra paróquia faltou. A organização, então, pediu para gente preencher o espaço deles. Desde então, nosso espaço é mais extenso", conta a professora aposentada Lourdes Seraphico, integrante da equipe.
A tapeçaria feita por Lourdes e seu grupo tinha todo um significado. "Ela é vermelha porque a gente estende o tapete vermelho somente para pessoas importantes, como é o caso de Jesus, aqui representado pelo bispo. Já o amarelo remete ao ouro e o azul é ao céu", conta ela, que pintou toda a serragem disposta em 24 sacos plásticos de 100 litros utilizada na confecção do desenho.
Juventude presente
Muitos jovens participaram do evento. A estudante Izabel Mendes Marques, de 14 anos, foi uma delas. Com seus amigos, ela desenhou o Sagrado Coração de Jesus e uma cruz. "A ideia foi minha. É a primeira vez que estou participando. Está tudo muito legal", relata. Adolescentes passam pela rua a toda hora. Munidos de violão e outros instrumentos, cantavam junto com a banda de rock católico RoSácea.














