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Chuva deixa 38 mil domicílios sem energia elétrica em Londrina

A chuva que atingiu Londrina e região nesta quarta-feira (19) causou danos à rede da Copel e deixou 38 mil domicílios sem energia elétrica. Os ventos que trouxeram a precipitação, que interrompeu uma estiagem de dois meses, atingiram mais de 70 km/h e derrubaram árvores e muros. A instabilidade deve permanecer até o próximo sábado (22), segundo o Instituto Tecnológico Simepar.

A maior parte das localidades que sofreram com a interrupção de abastecimento de energia teve a situação regulariza ainda na parte da tarde, de acordo com a Copel. No entanto, até as 18h 1.736 domicílios da área rural de Londrina permaneciam sem luz. Na região de Apucarana, os desligamentos ocorreram no período da tarde e em menor proporção, afetando 4.169 residências. Cornélio Procópio e Norte Pioneiro foram as áreas mais afetadas, chegando a 67 mil imóveis atingidos.

Até as 12h30, a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) havia registrado seis quedas de árvores, por conta dos fortes ventos. Duas delas caíram em cima de residências, no entanto, não havia registros de feridos. Três árvores foram removidas por equipes da secretaria. Por volta das 11 horas, o Corpo de Bombeiros atendeu uma ocorrência de desabamento na Rua Alfeu Rodrigues de Figueiredo, no Jardim Santa Madalena, zona oeste de Londrina.

Segundo os bombeiros, parte da parede de uma casa, que foi ampliada de forma irregular, caiu sobre o telhado de outra. Foi realizada uma vistoria técnica no local e constatado que não há riscos de desabamento. Os danos foram apenas materiais. Por volta das 12h50, os bombeiros atendiam uma ocorrência de queda de árvore em cima de uma residência na zona norte. O incidente também não feriu ninguém.

Em entrevista ao JL no último domingo (16), o meteorologista Reinaldo Kneib afirmou que, na primavera, que começa no próximo sábado (22), devem ser registrados grandes volumes de chuva. "É esperado que todo o volume de chuva previsto para setembro fique concentrado nos últimos dez dias do mês. As temperaturas continuam altas, mas agora vamos ter mais chuvas", explicou.

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, deve favorecer esse aumento da instabilidade durante a primavera. "Principalmente a partir de outubro, poderemos ter muitas chuvas em todo o estado. As altas temperaturas, associadas à alta umidade favorecem a formação de grandes volumes de chuva na região", explicou Kneib.

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