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homenagem

Cinzas de cremação podem ser lançadas no espaço

Crematório em Curitiba oferece opção para quem deseja enviar as cinzas de uma pessoa para o espaço a partir de R$ 3,7 mil

Nada de espalhar as cinzas no jardim ou lançar ao mar. Um crematório de Curitiba está oferecendo aos brasileiros a oportunidade de mandar para o espaço as cinzas resultantes de uma cremação. A parceria feita com uma empresa norte-americana que realiza o serviço desde 1997 permite que, com um investimento a partir de R$ 3,7 mil, os restos mortais sejam lançados na órbita terrestre, na superfície ou órbita lunar ou no espaço sideral.

O Crematório Vaticano, que disponibiliza o serviço em Curitiba, mantém uma parceria com a companhia americana Celestis Incorporated desde 1999, mas nunca investiu na divulgação do serviço que até hoje não foi utilizado por um brasileiro. "Antes os valores eram inacessíveis, agora com a tecnologia e a valorização do real, retomamos a parceria em 2011", explica a diretora do crematório, Mylena Cooper. Segundo ela, há poucos anos a opção por lançar as cinzas no espaço não custava menos de R$ 30 mil.

Mylena diz que os norte-americanos são os que mais procuram o serviço, seguidos por japoneses e russos. Ela garante que não é uma opção para quem pensa em prestar "homenagem" à sogra. "É uma maneira de homenagear pessoas que têm paixão por astronomia, astrologia, ficção e astronautas", conta a diretora. A próxima viagem está prevista para o último trimestre do ano. Para esta missão, as vagas se encerram no dia 10 de setembro, mas novas missões já estão programadas para o ano que vem. Segundo Mylena, há negociações com uma família para que, pela primeira vez, as cinzas de um brasileiro sejam enviadas para orbitar a Terra.

Como funciona?

Parte das cinzas, cerca de 30 gramas, é colocada em uma cápsula que é enviada para a sede da empresa no Texas, nos Estados Unidos. A cápsula permanece no país até o lançamento do foguete. A viagem é feita do lado externo da espaçonave que, ao entrar em órbita, abre a urna e lança os restos mortais no espaço. Cada viagem leva as cinzas de dezenas de pessoas ao mesmo tempo. A Celestis, que é parceira da Nasa (agência espacial norte-americana), tem um calendário que prevê três viagens espaciais por ano.

Os valores variam de acordo com o serviço escolhido e local onde serão lançadas as cinzas. O processo para enviar as cinzas tem um valor inicial de R$ 3,7 mil. Mas caso um familiar queira presenciar o lançamento da nave espacial em um local privilegiado, por exemplo, o custo total pode chegar a R$ 60 mil. O evento é gravado em vídeo e pode ser exibido em uma sessão em memória do falecido. Se a família optar por uma viagem exclusiva, que leve apenas as cinzas de uma pessoa, a viagem pode custar até R$ 600 mil.

Diamantes

Mas esta não é a única opção inusitada para quem deseja homenagear uma pessoa que já morreu. Há alguns anos, o crematório fez uma parceria com uma fábrica suíça que transforma os restos mortais em diamantes. Para o processo de fabricação do diamante são necessários 500 gramas de cinzas humanas. Um processo químico elimina outros componentes e deixa somente o carbono no material. Cerca de três meses depois, a pedra pode ser lapidada conforme pede o cliente. A lembrança varia de R$ 14 mil a R$ 52 mil, de acordo com o tamanho do diamante. Além de Curitiba, um grupo de Santa Catarina também já encomendou diamantes feitos a partir das cinzas de pessoas falecidas.

Serviço

Central de atendimento do Crematório Vaticano: Rua João Manoel, nº460 - São Francisco – Curitiba.Telefone: (41) 3019-3006.www.funerariavaticano.com.br

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