
Depois de um mês de agosto que trouxe frio e chuva, setembro enfeita Curitiba com as plantas ornamentais e árvores que florescem nesta época do ano. Por cima dos muros, as glicínias lançam suas hastes carregadas de cachos de flores perfumadas. Na capital, a maioria delas é da variedade roxa. A planta da foto se espalha entre duas árvores, na calçada da Rua Desembargador Vieira Cavalcanti, nas Mercês. Ao longo daquela via, há glicínias em várias outras residências.
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Conversa afiada: As "zitas" de Curitiba
Há 65 anos funciona na capital a Associação de Apoio às Empregadas Domésticas de Santa Zita. A octogenária Eulália Ventura única das fundadoras ainda viva está à frente do grupo, hoje com 17 associadas. As "zitas", como são chamadas, fazem das tripas coração para manter a obra em funcionamento.
A senhora trabalhou em "casa de família"?
Sim. Comecei com 17 anos. Eu era órfã e fui trabalhar com os Franco de Souza. Fiquei lá 46 anos e ajudei a criar oito crianças.
O que a senhora aconselha às jovens empregadas domésticas?
O mesmo que dizia nossa padroeira: "Sejam de confiança. Quem é fiel nas pequenas coisas será nas grandes." Digo também que muitas patroas podem ser boas para a gente. É uma profissão bonita. Ninguém deve se envergonhar.
As moças se associam?
Pouco. Faço um apelo às jovens trabalhadoras para que nos procurem. Somos o único lugar que acolhe as desempregadas, apesar das nossas dificuldades. Ajudo a casa até com a minha aposentadoria.
A situação da categoria melhorou?
Acho que sim. Antes, a gente não tinha direito nenhum. A legislação avançou a partir da década de 70. Temos 13.º e salário-desemprego. Mas ainda falta plano de saúde.
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Dentro da rua
Motoristas de ônibus que precisam andar pela faixa da direita reclamam que as arquibancadas montadas para o Sete de Setembro "avançam" para dentro da rua. De fato, os calços estão cerca de um palmo para dentro da rua, o que reduz o espaço para o fluxo de trânsito naqueles trechos, forçando os veículos a andar mais espremidos.
Leitor sugere
Quem passa pelo viaduto do Capanema encontra grande quantidade de dormentes que serão utilizados na rede férrea. Dormentes de madeira, como normalmente acontece. Leitor pergunta se não seria mais prudente a implantação de dormentes de concreto. Pode haver inconvenientes, mas a natureza certamente agradeceria...
Moinho holandês
Holambra, no interior de São Paulo (que vive até o dia 27 a 28.ª Expoflora), passou "uma rasteira" em Castro, no Paraná. Em junho passado, inaugurou um moinho típico holandês de 38,5 metros, 1,5 metro maior que o de Castrolanda, inaugurado em 2001 para marcar os 50 anos da imigração holandesa. E o pior é que o arquiteto é o mesmo.
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"Não manda bem quem tem a ânsia de mandar."
John Ruskin, poeta inglês




