A advogada e escritora Maria Rafart é irmã do presidente da Ecovia, Marcelino Rafart Seras, e filha da sra. Maria Vitória. Quando tinha 7 anos, foi com a mãe num jantar na residência da sra. Noêmia Gutierrez, esposa do famoso médico Vítor do Amaral, que aos domingos reunia parentes e alguns amigos.
Na véspera do jantar, o Marcelino (que tinha 12 anos) "preparou" a irmãzinha para o festejado jantar. Ensinou, entre outros macetes, que jantar em inglês era "bóia".
E lá foi a Maria toda faceira participar do festejado evento. Quando viu a mesa servida, orgulhosa, anunciou em alto e bom som:
A "bóia" está servida!
Hoje conta que foi "fuzilada" com um olhar severo da mãe.
A turma do Ghignone na moda Claro Guimarães, que participava de uma "pelada" na chácara do Fernando Ghignone só na hora dos aperitivos e do jantar, contava que quando o anfitrião era jovem, ele e os amigos Roberto Valente, Arvid Birke, Raul Tadeu Fontana e Cláudio Fedato, todos menores de idade, decidiram entrar na moda. Era moda, em 1967, usar jeans Levi´s. Resolveram ir a Paranaguá para comprar as roupas importadas. E um deles disse que tinha um contrabandista conhecido. O único que tinha carteira de motorista era o Fontana, que dirigiu o carro lotado até a terra do Luiz Geraldo Mazza, que é Paranaguá.
O tal contrabandista era conhecido na cidade. Tão logo perguntaram onde ele morava, indicaram:
É em frente ao Bar Mi a Mi...
De fato encontraram o "importador". Fernando pediu um jeans azul, o Arvid, que era mais abonado, encomendou seis peças. Já o Raul pediu um desbotado. Reuniram a grana e o contrabandista prometeu, "defronte" a sua casa, que logo estaria de volta. Esperaram, esperaram e nada do homem. Quando desconfiaram, chegaram à frente da tal casa, encontraram-na aberta e totalmente vazia.
Voltaram para Curitiba desolados, e um deles sugeriu que deveriam ir lá para "matar" o vigarista.
Em tempo: o tal Bar Mi a Mi, como informou um parnanguara, era na verdade o Bar Miami.
Os restaurantes preferidos Como amigos leitores sempre me perguntam sobre restaurantes, e hoje, face a avançada idade, pouco vou, razão pela qual decidi ouvir personalidades da nossa cidade para que indiquem os três preferidos e os pratos que mais gostam.
E o primeiro a ser consultado foi advogado e empresário Lenomir Trombini que indicou:
1 Ile de France: "Foie grãs" (pasta de fígado)
2 Barolo Conchiglione de frutos do mar
3 Armazém Santo Antonio: Bacalhau
A "idéia genial" do Paulo Vecchio O dentista Patrício Caldeira de Andrada conta que no final dos anos sessenta, o Coritiba F.C. foi à Europa e, na bagagem, da primeira viagem, os jogadores levaram kits de café de um dos patrocinadores do evento. A distribuição do mimo era uma maneira simpática de tornar o café brasileiro conhecido lá fora.
O Paulo Vecchio, um dos jogadores, teve uma "idéia genial". Comprou uma garrafa térmica e alguns saquinhos contendo copinhos de plásticos. Enchia a garrafa com café e oferecia para os "gringos" como sendo amostra grátis. Para quem gostasse, ele vendia um "kit café". O "comércio" rendeu alguns dólares.
O arcebispo bem relacionado O sr. João Amaral de Almeida, pai da ex-primeira-dama Débora Dias, quando moço, veio da Ponta Grossa trabalhar em Curitiba depois de trabalhar um tempo no jornal Diário dos Campos. O dono do jornal, Juca Hofmann, o recomendou ao Freitas Neto, então diretor da redação do jornal O Dia, editado aqui na Capital.
Emprego arrumado, já nos primeiros dias ganhou um apelido:
"Material", pois gostava de usar a palavra para designar os textos.
No começo Freitas Neto deu-lhe, entre outras incumbências, a redação do obituário e o registro social.
Numa delas registrou o aniversário do arcebispo de Curitiba, na época dom Manoel da Silveira Delboux.
E escreveu:
Faz aniversário hoje o arcebispo dom Manoel da Silveira Delboux, muito bem relacionado nos meios religiosos...
Queiroz X Poli Armando Queiroz e Paulo Poli eram deputados pela região de Maringá, Campo Mourão e adjacências e, obviamente, adversários.
Armando sofria com uma úlcera no estômago. Vivia no leite e bolacha. Poli, cheio de saúde, comia e bebia de tudo e por onde andava avisava:
Não sou enjoado como aquele outro que finge estar doente para não comer na casa de pobres...
Os pastéis do Richa José Richa e Maurício Fruet viajavam de helicóptero em campanha pelo interior. Um dia que o tempo enfeiou o piloto resolveu dar uma paradinha em Prudentópolis e aterrissaram num campo de futebol. Juntou gente, pois muitos nunca tinham visto um "avião de rosca", como dizem os catarinas.
Um senhor de idade chegou perto, olhou, e criticou:
Os bancos dos ônibus são melhores!
Maurício, ao lado, perguntou:
No ônibus tem pastel?
O homem disse não e o Maurício pegou um cartucho que continha dez pastéis e entregou ao distinto.
Richa viu e pediu:
Maurício, deixa uns dois pra mim!
Richa, como se sabe, era um bom garfo e sempre viajava acompanhado de uns pasteizinhos para beliscar.
A coluna é dedicada ao novo companheiro da nossa Gazeta do Povo, o cartunista incansável e admirável Tiago Recchia.
Farofa de Pinhão
A chef de cozinha Clara Corrêa ficou radiante pois a sua receita da Farofa de Pinhão saiu na revista "Cláudia". Ela sugere que seja um acompanhamento para uma picanha. E como é época dos frutos da nossa Araucária angustifólia aí vai a receita:
Ingredientes para 4 pessoas: Duas xícaras de farinha de mandioca; uma xícara de alface mimosa; 4 colheres de sopa de manteiga; 20 pinhões cozidos e picados; 3 ovos; duas cebolas médias picadas; sal e pimenta-do-reino a gosto.
Preparo: Numa frigideira, derreta em fogo médio a manteiga e adicione a cebola. Frite até murchar. Acrescente os ovos e mexa. Em seguida adicione a farinha e o pinhão e tempere com sal e pimenta. Por último, decore com pinhão fatiado e sirva com alface.
O empresário Maurício Bially, dono da Tastevin Vinhos Finos, que entrou recentemente nesse mercado, recomenda para acompanhar o prato o bordeaux francês "Chateau Carmes Cantillac, safra de 1994.



