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Coluna do Malu

A “origem” do Colégio Estadual

O José Lupion Neto, hoje presidente do Instituto Curitiba de Saúde, bisneto do inesquecível governador Manoel Ribas, o famoso Maneco Facão, quando folheava o livro "Curitiba" do fotógrafo Carlos Renato Fernandes, o Tarzan, apontou com admiração a fotografia do Colégio Estadual do Paraná e relatou com entusiasmo a façanha do seu querido bisavô:

Manoel Ribas era um homem determinado e não aceitava um não como resposta aos seus pedidos, ainda mais quando se tratava do estado do Paraná. Em 1941, quando interventor do estado, insistentemente pedia ao então presidente da República, Getúlio Vargas, verba para a construção de um colégio estadual, até que, não agüentando mais a inconveniência do Maneco Facão, concordou em liberar a verba para o dito colégio. Getúlio mandou-o falar com o ministro da Educação, Gustavo Capanema. Mas, logo que se desvencilhou do chato, telefonou pedindo ao ministro que colocasse empecilhos para ver se ele desistia da intenção. Assim que chegou, o ministro foi falando: "Olha, nós vamos liberar a verba, mas você tem de me trazer a planta amanhã".

Manoel Ribas não tinha projeto nenhum, mas não perdeu a pose e concordou em trazê-la no dia seguinte. Puto da vida, saiu à procura de uma solução e lembrou-se de um amigo, que era o ministro da Guerra, e pediu ajuda.

– Deixa comigo, respondeu o ministro.

– Tenente, traga os projetos que temos dos quartéis!

Viu alguns e apontou um e disse:

– Apague quartel das Agulhas Negras e coloque Colégio Estadual do Paraná.

No dia seguinte, lá estava o Manoel Ribas com a devida planta sendo entregue ao ministro da Educação, que, espantado, foi logo dizendo:

– Está bem! Mas a construção tem de ser exatamente como está no projeto.

E o Colégio Estadual do Paraná tem até um abrigo antiaéreo.

A visita do Antonio Bornía – O atual vice-presidente do Banco Bradesco, Antonio Bornía, foi gerente daquele banco no Paraná, e antes de ser promovido para a matriz em São Paulo, gerenciou a de Curitiba.

Uma manhã, Bornía foi visitar o diretor financeiro do jornal O Estado do Paraná, o João Batista Moraes (já falecido), como conta o médico José Maria Del Claro, seu amigo de longo tempo. Bornía estava acompanhado de um senhor.

Moraes não deixou nem Bornía apresentar seu companheiro e pediu:

– Bornía, venha de tarde que agora estou atolado!

Os dois saíram, voltaram à tarde e foram recebidos gentilmente pelo Moraes, que era efetivamente um homem afável.

Só depois é que ficou sabendo, através do diretor-geral do jornal, dr. João Feder, que aquele "outro senhor", que acompanhou o Bornía, era nada mais nada menos que o dono do Bradesco, o sr. Amador Aguiar.

Os restaurantes preferidos – O megaempresário Joel Malucelli aponta alguns dos seus restaurantes preferidos em nossa capital:

1 – Durski – Fígado de ganso

2 – Sacristia – Filé na mostarda

3 – Bar dos Passarinhos – Linguado com alcaparra

O devoto André Malucelli – André, diretor do Paraná Banco, foi com seu colega Luiz César Miara para Nova Iorque tratar de negócios internacionais. Aproveitando a estada, resolveram visitar a Catedral de Saint Patrick, naquela cidade. Lá dentro, Miara recomendou:

– Aqui, você pode persignar-se sem medo!

Explica-se a afirmação:

No avião, o André fez o sinal da cruz bem escondidinho, várias vezes...

A preleção do Minelli – Quando era técnico do Paraná Clube, o Rubens Minelli fazia uma preleção antes de um jogo em Londrina, recomendou a atenção dos jogadores do lado direito da sua defesa:

– Cuidado com as subidas do Vaquinha...

O então presidente Ernani Buchmann, que assistia, gargalhou.

– Qual é a graça? – perguntou o técnico.

– O lateral é Cavalinho! Ensinou o Ernani.

– Vaquinha e Cavalinho é a mesma coisa. Ambos pastam... emendou o Minelli.

As vacas de Guarapuava – Em 1964, o prefeito de Guarapuava era o Nivaldo Krugger e, logo que assumiu, baixou uma ordem para apreender todos os animais que transitavam livremente pelas ruas da cidade. E estipulou uma multa de cinco reais – no dinheiro da época – para cada animal apreendido.

Prenderam duas vacas de dona Edithe, uma produtora de leite. Ela, revoltada, foi na casa do prefeito e, na ocasião, Nivaldo recebia o bispo e o juiz de direito da cidade, ambos fregueses de dona Edithe.

Ela alterada insistiu em ser recebida e foi entrando sem pedir licença. Nivaldo, para não criar mais problemas, tirou dez reais do bolso e mandou um auxiliar pagar a multa das vacas da reclamante.

– Vá lá e pague a multa das "barrosas" da dona Edithe! – disse Nivaldo, não querendo abrir exceção de simplesmente mandar liberar as vacas.

Done Edithe reagiu:

– Barrosa é essa aí que você esta mamando! As minhas são holandesas...

P.S.: Barrosa é o apelido da vaca de pêlo branco amarelado e sem pedigree. As holandesas são das cores preto e branco e com pedigree.

A coluna é dedicada ao amigo, e criativo empresário, Celso Macedo, proprietário da Perfecta, destacada empresa curitibana, fabricante de equipamentos para padarias.

Picanha Lardeada

Lardear vem de lardo que é toucinho e lardear é entremear um pedaço de carne com o lardo. Melhor que toucinho é um bacon magro. Faça uma picanha lardeada, que pode ser assada no forno ou mesmo na grelha. Vamos ao primeiro método.

Faça um molho com meia xícara de azeite de oliva e meia de óleo de milho. Cada quilo de carne, ponha uma colher de sopa rasa de sal. Pimenta pode ser a do reino, moída, ou então a calabresa. Uma cebola branca picadinha e ervas. Pode ser alecrim, tomilho ou manjericão. Um quarto de xícara de suco de limão ou a mesma quantidade de vinagre balsâmico.

Compre bacon em pedaços e corte em tiras finas e que seja, de preferência, bem magro e defumado. Escolha alguns dentes de alho bem grandes e corte-os em três fatias de comprido. Coloque no molho junto com os demais temperos.

Faça pelo menos nove furos na picanha, pelo lado da carne, e introduza em cada um deles uma fatiazinha de bacon e uma de alho.

Lambuze bem todo o tempero na picanha, e deixe descansar pelo menos três horas.

Unte uma forma com banha de porco ou azeite de milho e ponha para assar, em fogo médio, com a parte da gordura para baixo.

Em uma hora com fogo médio, fica como rosbife. Se a turma gostar mais ao ponto, deixe mais uma meia hora. Mas o ideal é mesmo mal passada.

Acompanham bem farofa de lingüiça, arroz branco e salada verde. E vinho tinto seco.

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