Conta o professor Jacir Venturi que há três semanas esteve em Curitiba o escritor Carlos Heitor Cony, para palestrar aos alunos e professores do Colégio Decisivo.
No almoço com os diretores, o escritor relatou que a renomada francesa Simone de Beauvoir era possuída de insônia e depressão. Para combatê-las, usava comprimidos do ansiolítico Valium.
Tal era a sua angústia que escreveu a seu amigo e amante, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, pedindo socorro.
Os dois constituíam o casal mais intelectualizado da época. Daí a surpresa da resposta dele, a mais prosaica possível:
Simone, se você tivesse que serrar lenha, não estaria deprimida. Vá serrar e tudo passará!
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A homenagem ao Adherbal Fortes Em cerimônia realizada no teatro do HSBC, tomou posse da cadeira número trinta da Academia Paranaense de Letras o jornalista Adherbal Fortes de Sá Jr., um leitor da coluna, o que muito nos honra. Destacado para saudar o novo acadêmico, o advogado e também acadêmico Ernani Buchmann iniciou seu brilhante discurso, como conta o dentista Patrício Caldeira de Andrada, com um momento de pura descontração. Afirmou que "não faria um discurso tão longo como fora o de um colega do Rio de Janeiro que falou durante quatro horas e trinta minutos, empolgado que ficou ao notar na platéia a presença do presidente da República. Também não faria o discurso tão curto como o que ele mesmo fez ao ser o quinto orador, numa cerimônia realizada no Clube Curitibano, oportunidade em que a palavra só lhe foi franqueada aos trinta minutos da madrugada e que, por isso, sua declaração se resumiu ao seguinte":
Garçons, por favor, sirvam o jantar.
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A bronca do dr. Mário de Abreu Segundo o ortopedista José Maria Del Claro, o famoso dr. Mário de Abreu, que foi por anos diretor da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, às vezes era meio ranzinza e invocava sempre com os nomes de japoneses. Tinha um médico lá com um nome parecido com Takashi (meu amigo Del Claro não lembra direito).
Um dia o dr. Mário perguntou ao tal médico:
Como é seu primeiro nome?
Mário!
Então continue como Takashi mesmo...
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Enterro em Atenas O empresário Antônio Pedro Canova, amigo do advogado Dílson Pereira, contou que resolveu fazer uma viagem à Grécia, incluindo um cruzeiro pelas Ilhas Gregas. Antes de partir, avisou os amigos:
Olhem aqui, se eu morrer na viagem, quero ser enterrado em Atenas...
Perguntado qual a razão desse desejo, respondeu:
Já imaginaram meus filhos dizerem que estou sepultado em Atenas, um dos berços da civilização, e quando nos dias de Finados eles informarem aos amigos que irão visitar o meu túmulo na capital da Grécia! Vai ser o máximo...
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Stica salvou-se da multa Em 2002, o vereador Natálio Stica voltava de Guarapuava para Curitiba e dormitava no carro dirigido pelo assessor Ivan Rigoti, que dirigia em alta velocidade. Um policial rodoviário mandou parar. Stica acordou e percebeu a confusão, mas o Rigoti acalmou-o dizendo que tinha amigos na corporação.
Gabou-se, perante o soldado, dos seus amigos na PM, que quis saber quem ele conhecia.
O tenente Almir, o capitão fulano, etc.
Pois é! Só conhece os maiorais e nenhum soldado. Está multado!
Nisso o Stica pediu licença e disse que conhecia o soldado Sebastião Kraninski, um lapeano que era o candidato da Polícia Rodoviária a deputado, e afirmou:
E vou votar nele!
Pois a multa está cancelada, disse o soldado
Como garante o Stica, que por sinal também era candidato, hierarquia é hierarquia... * * * * * *
O italiano do Fanchin Neto O Antônio Fanchin Neto foi um dos poucos que aprendeu alguma coisa da língua italiana. Infelizmente, com a primeira guerra mundial, ficou terminantemente proibido de falar língua estrangeira no Brasil, principalmente alemão e italiano. O Antônio, que era líder político, gostava, depois de muitos anos, de relembrar a língua-mãe e não perdia ocasião para exercitar-se.
Certa ocasião, recebeu a visita, em Piraí do Sul, de um líder político da capital paranaense e foi com ele visitar diversos correligionários na cidade. Alguma coisa, talvez uma briga, estava acontecendo na rua a uma certa distância dos dois. O Antônio, preocupado com aquele entrevero, exclamou, em italiano:
Per Dio santo!
De repente, Neto olha para trás e vê o seu convidado agachado procurando alguma coisa no chão e pergunta o que houve. O tal político respondeu:
Ora! Você não disse que perdeu o santo? Estou procurando.
Traduzindo "per Dio santo": Pelo santo Deus.
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Dicas de Restaurantes
O prezado amigo Deonilson Roldo, secretário de Comunicação da Prefeitura de Curitiba, indica os seus favoritos e os pratos da sua preferência:
1 Bar do Victor Robalo grelhado com legumes
2 Famiglia Calicetti Capelletti alla panna e prosciuto
3 Cenacolo Mignon com molho gorgonzola.
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A coluna é dedicada ao prezado amigo Renato Adur, competente presidente da Base Editora, especializada em livros didáticos para a área infantil e ensino médio e ganhadora por duas vezes do Prêmio Jabuti, concedido pelo Ministério da Cultura.



