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A foto mais antiga da Rua das Flores, na década de 1860. É a história da cidade feita pelaGazeta do Povo

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Imagem do prédio da Universidade do Paraná, apontado aqui pelaNostalgiacomo verdadeiro símbolo de Curitiba. Foto de 1927

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A primeira foto histórica que saiu naNostalgiado dia 4 de junho de 1989 é da Rua XV de Novembro, em agosto de 1945

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Rua Barão do Rio Branco em obras na década de 1920. O bonde foi um marco no transporte da cidade

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Vista da cidade em 1927, com a Rua do Rosário em primeiro plano. Cenário amplo da urbe sem edifícios tapando o horizonte
Domingo, 4 de junho de 1989, foi publicada pela primeira vez a Nostalgia aqui na Gazeta do Povo. Localizada na sexta página do primeiro caderno era a página do patrão como o pessoal da redação a denominava, por ser ela o espaço preferido do nosso saudoso diretor, o jornalista Francisco Cunha Pereira Filho.
A expectativa era grande. O trato, verbal, seria para que a sua existência não passasse de um ano. Vai daí que o ano foi a galope. Terminado o prazo pedi o meu boné. "Negativo! A página tem que continuar, os leitores assim desejam." Acredito que foi um acontecimento inusitado; além do pioneirismo, se desconhece algum jornal que já tenha publicado mil e duzentas vezes, todos os domingos, algum assunto ligado à tradição, história e amenidades nostálgicas. É algo que merece ser registrado como recorde.
Os leitores da Gazeta do Povo apadrinharam a página da Nostalgia fizeram dela suas lembranças e suas viagens, em devaneios dominicais. Os jovens escutam as histórias dos mais antigos, que viveram as épocas retratadas em textos e, principalmente, nas fotografias antigas e históricas que ilustram o espaço.
Escolas e professoras usam a publicação como apoio à suas aulas de História da urbe aos seus alunos. Muitos estabelecimentos expõem as páginas da Nostalgia por ocasião do aniversário da cidade, dando-lhe, além do apreço como entretenimento, o valor didático. A comunidade colabora enviando fotografias antigas e fatos acontecidos, que rememoram seus tempos vividos na Velha Curitiba e outras localidades do Paraná.
Hoje, o criador deste espaço de memórias, o Dr. Francisco, faz parte da nossa nostalgia e de gratas lembranças. É isto aí, meu saudoso mestre, o que era para durar um ano completa agora o seu vigésimo terceiro aniversário, graças a sua extraordinária visão e conhecimento dos sentimentos da alma humana.
Aos leitores que nos acompanham por todos esses anos, só temos uma palavra: Muito obrigado!



