
O internauta que mandou correspondência para a Gazeta do Povo e que assina Juarez fez o seguinte comentário: "Como é possível a gente sentir saudade de uma época que não viveu? Ao olhar essas fotos antigas tive vontade de voltar ao passado, andar por aquelas ruas e avenidas sem congestionamentos, sentir e respirar aquele ar que, certamente, era muito mais puro que hoje. Ah! Como seria bom voltar àqueles tempos, escutar músicas e curtir o verde das matas, que provavelmente eram abundantes. Que bom seria fazer uma viagem destas. Ah! Que saudade de um tempo que não vivi".
Pois é, caro leitor Juarez, eu também tenho saudades daqueles tempos, pois eu os vivi. Agora, pode ter certeza de uma coisa: no dia em que inventarem uma viagem que nos leve aos tempos idos, eu sou o primeiro da fila para embarcar. Enquanto isto não acontecer, temos de nos contentar com as fotos da Nostalgia e, através delas, usarmos um meio de viajar que toda criança usa: o faz de conta... Com esse sistema, e muita imaginação, podemos andar por onde quisermos dentro das fotos antigas.
Ontem, por exemplo, foi o dia em que o Paraná festejou os 156 anos de sua Emancipação Política. Em 1903, o governo de Xavier da Silva montou uma grande exposição na Praça Eufrásio Correia para comemorar o Cinquentenário, inaugurando inclusive obras importantes que estão aí até hoje. Em 1953, o governador Bento Munhoz da Rocha Neto, esse notável paranista, além de inaugurar obras importantíssimas comemorando o Centenário do Paraná, instalou a Exposição Mundial do Café no bairro do Tarumã. Hoje, naquele espaço funciona o Colégio Militar. Nessa última, tive o prazer de frequentá-la todos os dias dos quatro meses em que funcionou.
Pois é! Em 2003, o Paraná completou um século e meio de existência. Que obras, quais comemorações que marcaram aquele importante momento histórico? Nada! E querem saber por que isso aconteceu? Simplesmente por estarmos vivendo numa época cheia de faz de conta. Esses primeiros anos do século XXI deverão ficar conhecidos na nossa história política como o tempo da turma do faz de conta...
N.R.: Agradeço à Dona Cida Guimarãens Monastier, viúva de meu amigo Dr. Waldemar Monastier, pelo envio do Caderno de Rimas, obra do ilustre médico. Tenho certeza de que muito proveito extrairei de tal mimo.
Também fico grato ao Dr. Mario Tourinho, pela doação de material histórico e iconográfico sobre a vida de seu avô general Mario Monteiro Tourinho. Imagens e textos que utilizaremos em nossa história.








