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Nostalgia

Fazendo a cidade

Recalçamento da Rua Monsenhor Celso, em 1955 |
Recalçamento da Rua Monsenhor Celso, em 1955 (Foto: )
Preparando o leito da Rua Westphalen, em 1939 |

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Preparando o leito da Rua Westphalen, em 1939

Abertura da Rua Marechal Floriano, no Parolin, em 1939 |

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Abertura da Rua Marechal Floriano, no Parolin, em 1939

Surge uma rua: a Atílio Bório, em 1955 |

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Surge uma rua: a Atílio Bório, em 1955

Rua Nilo Cairo: trabalhos no rio e no leito da rua enlameada, em 1943 |

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Rua Nilo Cairo: trabalhos no rio e no leito da rua enlameada, em 1943

Demolição da Estação de Bondes na Praça Tiradentes, em 1952: uns poucos trabalham e muitos apreciam |

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Demolição da Estação de Bondes na Praça Tiradentes, em 1952: uns poucos trabalham e muitos apreciam

Retificando o Rio Água Verde, na Rua Yapó, em 1954 |

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Retificando o Rio Água Verde, na Rua Yapó, em 1954

Quando a gente passa pelas ruas da cidade, não imagina como seriam as mesmas em outras épocas. Tal preocupação normalmente não afeta o cidadão comum, que acredita que tais locais sempre existiram como são vistos na atualidade.

Aproveitando esse feriadão, que começou no Dia do Trabalho, para mostrar alguns aspectos da velha Curitiba e, principalmente, os trabalhadores braçais que labutavam duro, de manhã à noite, abaixo de sol abrasador ou então encharcados pelas chuvas – quando não, nas manhãs de geadas do inverno rigoroso que existia naqueles tempos. Suas armas para enfrentar o dia a dia eram a pá, a picareta e a força bruta.

Ao passarmos sobre as calçadas, não podemos ficar supondo quanto suor deve ter corrido sobre elas no momento em que estavam sendo elaboradas, a custo de alavancas e marretas. O operário atolado na lama dos leitos dos rios para canalizar suas águas – rios que cortam Curitiba em todos os sentidos, hoje correndo abaixo de ruas e passeios, e todos eles transportando a linfa pútrida e malcheirosa dos esgotos.

Qual foi o prêmio que tais servidores da nossa comunidade tiveram? Fizeram ruas e avenidas; ajustaram rios, valetas e banhados; assentaram paralelepípedos e meio-fios; cortaram morros e aplainaram baixadas. Tudo isso através de anos e anos a fio. Fizeram a cidade, legando-nos conforto e comodidades. Entretanto, não sabemos de nem uma praça, avenida, rua ou viela que homenageiem a labuta desses homens, que, apesar de rudes, souberam seguir o prumo e o nível para ajustar a nossa urbe.

Acredito que todo cidadão devia ter a curiosidade em saber como foi construída a rua em que reside, assim como a história do nome com que foi batizada. Como homenagem que prestamos a esses operários anônimos – entre eles, muitos adolescentes –, publicamos algumas fotos antigas da cidade, feitas por Arthur Wischral, nas quais aparecem homens trabalhando.

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