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Nostalgia

O cruzamento das Marechais

Rua Marechal Floriano esquina com Marechal Deodoro; à direita, vemos o Mercadinho do Candinho. Foto de março de 1955 |
Rua Marechal Floriano esquina com Marechal Deodoro; à direita, vemos o Mercadinho do Candinho. Foto de março de 1955 (Foto: )
O bonde atravancando o trânsito na Marechal Floriano. Foto de junho de 1946 |

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O bonde atravancando o trânsito na Marechal Floriano. Foto de junho de 1946

Cruzamento da Floriano com a Deodoro, tendo à direita a Casa da Pechincha. 1955 |

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Cruzamento da Floriano com a Deodoro, tendo à direita a Casa da Pechincha. 1955

Aqui temos o Banco de Curitiba, na esquina dos Marechais, em março de 1955 |

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Aqui temos o Banco de Curitiba, na esquina dos Marechais, em março de 1955

A mesma esquina com as ruas alargadas, em foto feita em janeiro de 1993 |

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A mesma esquina com as ruas alargadas, em foto feita em janeiro de 1993

Nesta foto da esquina dos Marechais, vemos o ambiente como era há mais de um século. A imagem foi gravada em 1908 |

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Nesta foto da esquina dos Marechais, vemos o ambiente como era há mais de um século. A imagem foi gravada em 1908

Esta foto é da outra esquina, com a casa onde estavam instalados o 6º Tabelião e a loja Lembranças de Curitiba, depois a Casa Natal. Foto de 1959 |

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Esta foto é da outra esquina, com a casa onde estavam instalados o 6º Tabelião e a loja Lembranças de Curitiba, depois a Casa Natal. Foto de 1959

A Rua Marechal Floriano em fotografia feita no dia 25 de dezembro de 1949, próximo da esquina com a Deodoro |

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A Rua Marechal Floriano em fotografia feita no dia 25 de dezembro de 1949, próximo da esquina com a Deodoro

Há leitores da Nostalgia que vibram com as viagens que esta página faz todos os domingos com destino ao passado. Uma verdadeira máquina do tempo viajando para as mais variadas épocas, através de velhas imagens gravadas pelos mais diversos fotógrafos que por aqui existiram.

Hoje, quem toma o comando desta turnê pelos tempos idos é o leitor Francisco de Barros Coe­lho. Seu desejo é dar um pulo até o cruzamento da Rua Marechal Flo­­­riano com a Marechal Deo­­doro, onde existia uma casa co­­mercial conhecida como o Mercadinho do Candinho – por sinal, pertencente ao avô do nosso ilustre leitor.

Quanto à memória do Fran­­cisco, deixo por sua própria conta. Entretanto, vou usar a minha para rememorar meu tempo de adolescência, quando frequentei aquele espaço pelo final da década de 1940. Com os meus 14 anos, trabalhei no Partido Social Democrático atendendo o serviço de estafeta entre o partido e muitos dos políticos componentes do mesmo. Dentre eles estava Otavio Lima, titular do 6.º Tabelião, que era estabelecido exatamente na esquina das Marechais, numa casa de dois pavimentos vis-à-vis com o Mercadinho do Candinho.

No subsolo do tabelionato exis­­tia a loja Lembranças de Cu­­ri­­tiba, especializada no co­­­mércio de artefatos de madeiras, onde se realçavam as bandejas decoradas com asas de borboletas. Destacavam-se ainda, nas demais esquinas, a Casa da Pechincha e o Banco de Curitiba. Este era conhecido como o "banco dos corujas", em razão de que muitos dos funcionários trabalhavam durante o dia em outras repartições públicas e à noite iam fazer seus serões no banco.

Do mercadinho, lembro bem da sua variedade de mercadorias e do aroma das frutas maduras; as mercadorias ficavam penduradas na porta chamando a atenção dos passantes. Nesta época de meio de ano, a variedade de artigos juninos – como traques, bombas, foguetes e toda a infinidade de fogos de artifício – estava em oferta no Mercadinho de Candinho.

Quando comecei na imprensa foi no jornal Paraná Esportivo, cuja redação ficava na Rua Ma­­re­­chal Deodoro – a poucos me­­tros da esquina com a Floriano. Essas duas ruas eram vielas estreitas por onde circularam os bondes elétricos, até 1952. Tais veículos ajudavam a atravancar o trânsito dos de­­mais. Ambas as Mare­­chais foram alargadas em meados da década de 1960, sendo prefeito o engenheiro Ivo Arzua.

Durante algum tempo, an­­tes de ser alargada, a Rua Ma­­rechal Deodoro era o ponto preferido pelas mariposas do trottoir durante a noite. Hoje, quem por ali transita não chega a imaginar o aspecto bucólico daquelas vias centrais da cidade dando a feição de uma urbe antiga onde o progresso tinha preguiça de se apresentar.

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