Depois de mais de um ano da inauguração, o Hospital Regional de Ponta Grossa vai passar a atender casos de urgência e emergência. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com de 12 leitos para adultos começou a funcionar na última quinta-feira.
Com isso, o número de leitos de UTI para o Sistema Único de Saúde (SUS) na região de Ponta Grossa passa de 67 para 79. Mas o hospital vai atender somente pacientes encaminhados pela Central Reguladora de Leitos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Promotor
O Ministério Público Estadual questiona o fato de a instituição não prestar o serviço de pronto-socorro. Para o promotor de Justiça na área de Saúde em Ponta Grossa, Fuad Faraj, o Hospital Municipal Amadeu Puppi, que atende a população em casos de emergência, não consegue atender toda a demanda. Por isso, encaminhou um ofício à Sesa pedindo esclarecimentos. "É um absurdo a pretensão de não querer que o Hospital Regional atenda de portas abertas", afirma.
A diretora-geral do hospital, Scheila Mainardes, afirma que o local não foi planejado para esse tipo de atendimento.
"Nunca vai ser um pronto-socorro. O hospital não tem estrutura física nem equipamentos voltados para isso. Ela afirma que, para 2012, está prevista a implantação de um pronto-atendimento (PA), que permitirá à instituição receber, diretamente, pacientes encaminhados pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate) e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Demora
Até a criação da UTI, o Hospital Regional vinha fazendo apenas cirurgias eletivas (agendadas) em onze especialidades. Scheila estima que os novos leitos deverão atender, em média, 60 pacientes por mês.
A previsão é de que, até 2012, o local tenha mais 12 leitos para adultos. A ampliação da capacidade, segundo a diretora, exigirá a contratação de mais 317 profissionais da saúde (que já realizaram concurso) para se somarem ao quadro atual de 340 funcionários.
O local foi inaugurado em abril de 2010 e, desde então, vem operando abaixo da capacidade. O resultado de uma vistoria da própria Sesa, divulgado em maio deste ano, apontou alguns problemas graves no HR como falhas no projeto de construção e falta de pessoal e equipamentos básicos. Scheila afirma que os problemas já começaram a ser solucionados.



