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Investigação

Comando afasta delegados presos em ação do Gaeco

Justiça concedeu ontem liberdade aos acusados, presos surante operação conrta esquema de extorsão

Machado (de camisa xadrez) preferiu ficar na prisão por discordar do valor da fiança | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Machado (de camisa xadrez) preferiu ficar na prisão por discordar do valor da fiança (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

O comando da Polícia Civil afastou ontem das funções os dois delegados presos após investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Eles são suspeitos de integrar um esquema de extorsão que ocorria a partir de falsas fiscalizações em lojas de autopeças e ferros-velhos. Porém, a prisão se deu por porte ilegal de arma. O chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Luiz Carlos de Oliveira, e o titular do 6.º Distrito Policial, Gérson Machado, permanecerão afastados até o fim das investigações do Gaeco. Também foi preso o investigador Aleardo Righetto.

A 1.ª Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba concedeu ontem liberdade provisória aos dois delegados e ao investigador. Eles foram presos na quarta-feira por posse ilegal de armas e munições durante a Operação Vortex, do Gaeco. O advogado de defesa de Machado e de Righetto, Rafael Antônio Pellizzetti, informou que seus clientes permaneceriam na prisão por pelo menos mais um dia porque ambos pediram reconsideração do valor da fiança para a concessão da liberdade. Eles alegam que não têm condições de pagá-la.

Segundo Pellizzetti, a fiança para os dois delegados foi estipulada em trinta salários mínimos; já para o investigador, seria de dez salários mínimos. Machado está preso no Centro de Triagem I, em Curitiba, e Riguetto está na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). Já o advogado do delegado Luiz Carlos de Oliveira, Marden Esper Maues, disse que a fiança do cliente seria paga. Oliveira deixou a prisão ontem mesmo. Ele estava detido no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

Maues classificou a suspeita de extorsão como descabida. Segundo ele, não existe nada que comprove a ligação do cliente dele ao esquema e há apenas uma "declaração fantasiosa de Gerson Machado que menciona Oliveira". Pellizzetti disse que Machado e Righetto foram presos por posse ilegal de arma e que não há ligação deles como o esquema de extorsão. Segundo Pellizzetti, os dois não aceitaram participar do esquema de corrupção na DFRV e por isso foram transferidos daquela delegacia.

O Gaeco cumpriu, na quarta-feira, 18 mandados de busca e apreensão em residências, delegacias e até no Departamento da Polícia Civil, no centro da capital.

O delegado Walter Baruffi Júnior vai assumir a DCCP e o delegado Rodrigo Brown de Oliveira será o titular do 6.º DP. Baruffi Júnior trabalhava no setor de Planejamento da Polícia Civil e Brown estava no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).

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