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Concorrência pública

Consórcio do lixo começa a analisar propostas de preço

Habilitadas na fase de análise de propostas técnicas, cinco empresas continuam na concorrência pública

Aterro sanitário da Caximba está próximo do fim de sua vida útil e deve ser interditado em julho | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Aterro sanitário da Caximba está próximo do fim de sua vida útil e deve ser interditado em julho (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

O Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos abrirá na próxima terça-feira as propostas de preço que poderão definir a empresa que gerenciará o lixo de Curitiba e outros 16 municípios da região metropolitana nos próximos 20 anos. Nesta semana, a prefeitura de Curitiba (que está à frente do consórcio) conseguiu duas vitórias na Justiça, em ações movidas pelas empresas Qualix, desclassificada na fase de habilitação, e Tibagi Engenharia, que ainda está na disputa. Cinco concorrentes foram habilitados na fase de análise das propostas técnicas: Consórcio Recipar Soluções Ambientais, Consórcio Paraná Ambiental, Tibagi, Consórcio Gralha Azul e Consórcio Pró-Ambiente.

A coordenadora de Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, Marilza Dias, espera que a análise de preços seja concluída em uma semana. Depois disso, será aberto um prazo de dez dias – cinco para eventuais recursos das participantes e cinco para pedidos de impugnação. O vencedor será escolhido por meio de uma média entre as propostas técnica e de preço. A primeira tem peso 6, e a segunda, peso 4. De acordo com Marilza, é difícil prever um prazo para a empresa começar a operar. "Os cronogramas são diferentes, de acordo com cada proposta."

Caximba

O consórcio corre contra o tempo, já que a vida útil do aterro sanitário do bairro da Caximba, zona sul de Curitiba (para onde é levado o lixo da capital e dos demais municípios), está perto do fim. Segundo o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Victor Hugo Burko, o aterro será interditado quando o lixo atingir a altura de 940 metros acima do nível do mar. "Pela análise dos técnicos do IAP, iria até julho", afirma Burko. "A prefeitura está dizendo que poderá ir até janeiro, prefiro acreditar nos cálculos do IAP."

Burko calcula que há apenas mais duas camadas, de cinco metros cada, para serem ocupadas. "Está perto dos 930 metros. Se passar do limite, começa a colocar em risco a estabilidade. Há o perigo de desmoronar." Como em abril a prefeitura de Curitiba notificou os empreendimentos que geram mais de 600 litros de resíduos por semana para deixarem de utilizar a Caximba, a vida útil poderá ser novamente estendida. Burko calcula que, com esta medida, o prazo poderia terminar em agosto ou setembro. Marilza Dias calcula que o aterro pode ser usado até o fim do ano.

Três áreas estão sendo estudadas pelo consórcio para a implantação de uma usina de reciclagem e tratamento. "Temos licenciamentos prévios para áreas em Fazenda Rio Grande e Curitiba, e estamos aguardando o posicionamento IAP em relação à área de Mandirituba", afirma Marilza Dias. Segundo ela, a área de Mandirituba é a mais adequada. "É mais distante do núcleo populacional da cidade e está inserida em uma zona industrial."

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