O corpo do economista Gabriel Buchmann que morreu durante uma escalada na África deve chegar neste domingo (9) ao Brasil.
A namorada de Gabriel voltou no sábado (8) da África. No desembarque, em São Paulo, ela e o irmão falaram que a montanha onde o economista morreu não é de um grau de dificuldade muito grande. "Eu fui até lá e achei a montanha de nível médio. Parece fácil, eu também teria achado fácil, por isso ele tomou a decisão de ir sozinho", afirma Cristina Reis.
Segundo André Reis, irmão de Cristina, havia um grau de dificuldade, mas era aceitável para escalar sozinho, pois a trilha era guiada. "Fatalmente ele pegou um tempo muito ruim lá em cima e teve dificuldades de voltar".
O chefe da equipe de resgate, Facundo Garcia, confirmou que o brasileiro morreu de frio. "Nós achamos que ele ficou uns três dias tentando sair da montanha e se manter quente, mas teve hipotermia".
Na praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, mais de 50 pessoas entre amigos e a família fizeram uma homenagem ao jovem no sábado (8). "Eu tenho muito orgulho do meu filho, do trabalho dele, porque ele se desprendeu, partiu pelo mundo para fazer o trabalho dele ligado à diminuição da pobreza e da desigualdade social", afirma Fátima Buchmann, mãe de Gabriel.
O velório está previsto para acontecer às 10h de segunda-feira (10), no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. A previsão é que o corpo seja cremado na terça-feira (11).
Acidente
O brasileiro morreu enquanto fazia uma trilha no Monte Mulanje, no Malauí, na África. Seu corpo foi encontrado na quarta-feira (5) pelas equipes de busca. Ele estava desaparecido desde o dia 17 de julho, quando teria dispensado um guia que o acompanhava na trilha.
Os peritos que realizaram a necrópsia do corpo do brasileiro afirmaram que ele não resistiu à baixa temperatura e morreu de hipotermia. As equipes que participaram das buscas disseram que encontraram o corpo em uma espécie de ninho, que teria sido feito por Gabriel para tentar se proteger do frio, caído em um vale a mil metros de altura. O corpo foi retirado do monte com a ajuda de um helicóptero contratado pela família.
O economista estava viajando desde julho de 2008. Ele percorreu 26 países da Ásia e África, como preparativo para um doutorado sobre políticas públicas de apoio a populações pobres.
O objetivo do jovem era conhecer diversos países para investigar sobre a distribuição de renda em cada região. A passagem de volta para o Brasil estava marcada para o dia 28 de julho.



