O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está preocupado com o corte e venda ilegal de madeiras de um assentamento de terras, que fica em uma reserva ambiental no Sudoeste do estado. Foram contratados 20 seguranças armados de uma empresa particular para controlar a entrada e saída de pessoas da reserva.
De acordo com informações do telejornal ParanáTV 1ª edição, a estimativa é que metade da área de 3 mil hectares, de reflorestamento de pinus e araucárias, já tenha sido desmatada. A área pertencia à fazenda Araupel, que foi desapropriada para a reforma agrária. O assentamento entre Rio Bonito e Quedas do Iguaçu, na região Sudoeste, foi feito no início do ano passado.
Em 24 mil hectares foram assentadas 1.040 famílias, mas outras 200 não conseguiram terras e estão acampadas irregularmente. A suspeita é que líderes desse grupo estão controlando o esquema de corte e venda ilegal de madeiras. Na região funcionam pelo menos seis serrarias.
A Polícia Federal (PF) já apreendeu 20 carretas carregadas com madeiras ilegais. "Quem ganha muito com isso são os madeireiros e nosso foco agora é em cima dos madeireiros que compram esse produto", explicou o delegado da PF, José Alerto Iegas.
Vídeo:Veja as imagens de como está a reserva ambiental após o desmatamento



