O líder do PMDB na Assembléia Legislativa, deputado estadual Waldyr Pugliesi, conseguiu 24 assinaturas de deputados estaduais e já pode protocolar o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Copel. A intenção do parlamentar é investigar a razão que levou a organização a aplicar dinheiro no Banco Santos durante o período em que a instituição financeira era investigada pelo Banco Central.
Pugliesi garantiu que a CPI não tem como alvo o ex-presidente da Copel, Paulo Pimentel. O líder do governo, no entanto, não exime a responsabilidade da presidência da Copel na operação. "O governo é acionista majoritário da Copel e tem presença na Fundação com três diretores", disse. Pugliesi não soube informar se os R$ 36 milhões retornaram aos cofres da estatal.
Pimentel revoltou-se com a postura do deputado. Para ele ele, a situação "faz parte da guerra geral que o governo está lançando contra a imprensa do Paraná". Em nota, o jornalista esclareceu que é necessário fazer uma distinção clara entre a Copel e a Fundação Copel. "A primeira comercializa energia e é dirigida pelo governo do estado. A segunda é outra pessoa jurídica, que opera no mercado financeiro, e administra o fundo Copel. Comandada, exclusivamente, por copelianos eleitos por votação dos funcionários da empresa maior. A Copel não exerce nenhuma influência sobre as atividades da Fundação", diz o texto de Pimentel.



