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Transporte aéreo

Crise na aviação volta e pode se estender até o fim do ano

Brasília – No mesmo dia em que 42% dos vôos de todo o país atrasaram, o governo convocou uma reunião emergencial com os órgãos responsáveis no Palácio do Planalto e decidiu adotar "todas as medidas necessárias’’, mas resolveu silenciar sobre quais providências serão efetivamente tomadas para encerrar a crise dos aeroportos, cujo estopim foi a operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo de Brasília.

Com isso, os controladores continuam sem sinalização clara sobre a promessa de atendimento de suas reivindicações – a contratação de mais profissionais, a regulamentação da carreira, a implementação de uma gratificação e a desmilitarização do setor.

Ontem foi o terceiro dia de atrasos na segunda crise após o "apagão aéreo" do feriado de Finados. Às 19 horas de ontem, a Infraero (empresa que administra os aeroportos) informava que 629 dos 1.487 vôos programados no país registravam atrasos superiores a 15 minutos.

O governo, no entanto, nega qualquer movimento organizado dos controladores de vôo e atribui os atrasos e cancelamentos a congestionamento aéreo e problemas isolados de falta de pessoal.

Para a Aeronáutica, boa parte dos atrasos de ontem estava dentro da normalidade.

Esse também era o discurso do ministro da Defesa, Waldir Pires, antes da reunião. "Não houve nada. Quantas vezes temos atrasos de duas, três horas? São atrasos de vôos, de empresas’’, afirmou Pires, de acordo com informações da Agência Brasil.

Alerta

Representantes da categoria também negam a retomada da operação-padrão, mas alertam que o controle aéreo continua afogado e que as medidas adotadas até agora são precárias. Ele prevêem mais problemas hoje e amanhã, feriado da Proclamação da República. Os ministros Waldir Pires (Defesa) e Dilma Roussef (Casa Civil) se reuniram com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu.

Após três horas, nenhuma autoridade concedeu entrevista. Em nota à imprensa, afirmaram que as medidas irão "sanar no menor espaço de tempo possível o problema dos atrasos nos horários dos vôos’’.

Porém, a expectativa é de que o gargalo aéreo continue até o final do ano.

A Aeronáutica confirmou a falta de dois controladores neste fim de semana por motivo de saúde pessoal ou na família – com isso, os atrasos acumularam em Brasília e repercutiram em todo o país até ontem.

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