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Saúde

Cruz Vermelha desenvolve nova técnica de cirurgia de hérnia

Recuperação mais rápida e tempo de internamento menor é o que promete uma nova técnica que está sendo aplicada em cirurgias de hérnia no Hospital da Cruz Vermelha, em Curitiba. O procedimento inédito alia os benefícios da anestesia local com a técnica de videolaparoscopia (método de acesso à cavidade abdominal através de pequenas incisões).

A hérnia é um escape parcial ou total de um ou mais órgãos ou tecidos por um orifício que se abriu, devido à má formação ou enfraquecimento das camadas de tecido protetoras dos órgãos internos do abdome. A nova técnica está sendo aplicada somente no tratamento de hérnias inguinais (na região da virília).

A princípio, as cirurgias para tratamento desses casos eram feitas apenas com pontos para fechar o orifício. No final da década de 70, buscando uma solução com menor risco de reaparecimento, os médicos passaram a utilizar telas que possibilitavam a redução da dor e já diminuíam o tempo de internação hospitalar. De acordo com o médico, James Skinovski, o novo método associa a anestesia local à sedação, permitindo que o paciente durma durante a cirurgia, porém consiga se movimentar normalmente e se alimentar após a operação. Além disso, os cortes são pequenos, normalmente três pequenas incisões, variando de 0,5 cm a 1,0 cm de diâmetro. "O paciente também não precisa passar a noite no hospital, pode ser liberado cerca de duas a quatro horas após a realização do procedimento", explica. Com a nova técnica, o risco da hérnia voltar, que antigamente chegava a 35%, pode ser reduzido a 0,1% dos casos.

Se não tratada, a hérnia inguinal tende a aumentar de volume podendo ocasionar complicações como o encarceramento (quando não é possível reintroduzir o conteúdo da hérnia). Nesses casos, pode ocorrer o chamado estrangulamento, ou seja, quando há um bloqueio da circulação sanguínea na parte do tecido em que ocorreu a protusão. Os sintomas geralmente são dor, náuseas e vômitos.

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