
Policiais civis do Paraná irão se reunir nesta terça-feira (6), em Curitiba, para votar a proposta de tabela salarial apresentada pelo governo do Paraná na última quinta-feira (1º). A assembleia será às 18h30, de acordo com o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol). O presidente do sindicato, André Gutierrez, adiantou que a proposta desagrada à categoria e que os policiais civis querem seguir negociando com o governo do estado.
O investigador que ingressa na 5ª Classe receberá um subsídio inicial de R$ 4.020. Após 35 anos no serviço público, ele poderá alcançar um subsídio de R$ 8.196, levando em conta promoções e progressões ao longo da carreira. Para 2013, o subsídio será reajustado para R$ 4.502 no ingresso. Para os delegados, o subsídio de ingresso na 4ª classe será de R$ 13.831. Ao longo da carreira, o valor pode chegar a R$ 21.615.
Gutierrez afirmou que um dos pontos que desagrada a categoria é o fato de se ter de trabalhar 35 anos para chegar ao teto do subsídio. "Poucos policiais civis atingem esse salário. A maioria se aposenta com 30 anos de serviço público", argumentou o presidente do Sinclapol.
Segundo ele, outros servidores já receberam a tabela do subsídio de 2014 e os policiais civis não foram contemplados com esse benefício. A tabela elaborada pelo Sinclapol pedia que o investigador de 5ª classe iniciasse na corporação com salários de aproximadamente R$ 5.750.
A assembleia do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) ocorreu na segunda-feira (5). "Eles não aceitaram a proposta, mas também não rejeitaram. O posicionamento é de indiferença. Os policiais civis querem negociar com o governo do Paraná", afirmou Gutierrez.
A greve da Polícia Civil está suspensa por decisão judicial. A categoria segue com a Operação Padrão, que foi denominada Operação Legalidade. Os policiais cumprem apenas as funções determinadas por lei
Polícia Militar
Com os novos valores, um policial militar que ingressa na corporação, por exemplo, terá subsídio inicial de R$ 3.225. Com o tempo, o salário poderá chegar a R$ 4.838, caso não haja promoção para postos superiores (cabo, sargento, subtenente). O maior posto da Polícia Militar, que é o de coronel, terá um valor de subsídio que varia entre R$ 14.354 e R$ 21.531, conforme o tempo de serviço.
Para o presidente da Amai, coronel Elizeu Furquim, os pisos apresentados estão distantes do que a classe pede. "Na tabela ideal, o soldado ingressaria ganhando R$ 4,5 mil, que seria aproximadamente 20% do piso aplicado para o coronel (R$ 22,5 mil)", diz. Ele ainda explicou que a classe gostaria de reduzir a diferença entre os valores do capitão e do primeiro tenente que, pela nova proposta do governo, ganhariam, respectivamente, um piso de R$ 12.282 e R$ 8.470. A categoria se reuniu no sábado (3) e também decidiu que deve continuar negociando com o governo do Paraná.
Segundo o secretário de Estado da Administração e Previdência, Luiz Eduardo Sebastiani, os valores propostos pelo governo farão com que a Polícia Militar do Paraná passe a ter o segundo maior salário entre as corporações de todo o país, ficando abaixo apenas do Distrito Federal, que recebe apoio financeiro direto da União.







